
A
pressão emocional verbalizada ou não canalizada sobre a criança para que coma é
intensa primitiva e doentia. E favorece o apetite discriminatório seguido de
anorexia nervosa, psicológica e retaliadora.
Exemplo:
Mãe
pressionada por paradigmas alimentares transfere sua ansiedade para a
alimentação do filho que desenvolve apetite seletivo; cada refeição torna-se
sessão de tortura; o adulto serve ou “faz o prato” da
criança; o que não deixa de ser uma forma de impor o quanto ela tem que
comer.
Isso
reforça a reação de defesa do livre-arbítrio dela que se recusa.
A
repetição a leva a perceber a fraqueza do adulto e passa
a manipulá-lo; usa a chantagem emocional reforçada pela atitude do
adulto que passa a premiar o ato fisiológico de comer.
Se
comer tudo, eu te dou isto, se comer determinado alimento, te dou aquilo!
Ou
chegando a apelar para agressão física ou verbal.
Se não
comer pelo menos isto; vou buscar a cinta e vou te deixar de castigo!
Breve o
local de refeição da casa torna-se campo de batalha com estratégias e tudo;
cada qual luta com as armas que tem a disposição – claro que isso será
transferido para a vida pessoal, familiar e social da criança. A somatória
disso gera essa sociedade esquizofrênica por excelência...
Nada
como a experiência própria sem precisar de bibliografia.
Vivi esse
drama de apetite seletivo, dramas e chantagens para comilanças; e em certa
época da vida para continuidade dos estudos tive que ir para um colégio interno.
Após seis meses, adeus apetite seletivo - só não comia pedras porque faziam
doer o estômago, o que fosse posto à mesa era “devorado”; claro que a mudança
deveu-se à disciplina de horários para refeição e à liberdade de poder comer ou
não; tal e qual nós observamos naquela compulsória das famílias numerosas onde
o que se põem à mesa todos comem, sem frescuras nem lero lero.
Somos
lentos nas mudanças e continuamos “fazendo o prato” dos filhos segundo o que e
quanto foi ditado pela cultura e pela mídia e não importa a idade deles tenham
três ou trinta anos; mas a marca produzida na infância é tão profunda que
muitas vezes passadas décadas ainda persiste; hoje “morrendo de fome” sento-me
à mesa e se tentam “fazer meu prato” ou direcionar-me para este ou aquele
alimento o apetite desaparece na hora.
Crianças índigo e todas as outras
tipologias de seres humanos são as que mais sofrem a ação dessa falta de raciocínio
crítico.
Esse distúrbio dietético, além de outros
desastres gera uma sociedade de consumidores, eleitores de currais eleitorais,
etc.
Quando recebo no consultório crianças
levadas com essa queixa passo a adorá-las e a cultivá-las como futuros
transformadores da nação; gente que pode vir a fazer a diferença em todos os
sentidos...
Já quando a referência é ao contrário; eu me
entristeço...
Mais um pé na cova precoce; mais um número
estatístico e outras coisas mais...
Mas em contrapartida:
O anoréxico de contracultura sem sentido; aquela
baseada em tentar superar o dismorfismo é um suicida esquizofrênico a
necessitar de cuidados. Nesse caso a família, os em torno, e a sociedade têm
sua cota de responsabilidade com graves reparações futuras...
SALVE OS ANORÉXICOS INFANTIS!
SALVE, SALVE!
BRAVAS CRIANÇAS!
BRAVAS ALMAS!
Não se deixem controlar nem mediocrizar...
Pais de anoréxicos infantis devem agarrar
com unhas e dentes essa oportunidade de rever quem são e o que vieram fazer
aqui...