sábado, 4 de setembro de 2010

EDUCAÇÃO SEXUAL NA MODERNIDADE – PARA PAIS HI-TEC

O velho sacana e cretino estilo de falar sobre sexualidade para a molecada; já foi pro espaço cibernético.
Mas, não aprendemos e continuamos com as mesmas cretinices:

Lembra daquela pérola tipo cegonha bicuda e desengonçada? – Foi a cegonha que te trouxe.
Ou daquela estória onde o menino perguntou pro pai como ele nasceu: - Meu filho você nasceu de uma alface que o papai plantou na mamãe – E minha irmãzinha? – foi um pé de couve que o papai plantou na mamãe – Bela noite o Joãozinho acorda e ao passar pelo quarto do pai e da mãe; diz: Aí pai! – Legal; ocê tá cuidando bem da horta?

Na vida pós-moderna os pais que quiserem continuar com essas babaquices de informação meia boca para coisas super importantes em nossas vidas; contaminadas pelas porcarias de ética e moral religiosa; mais do que pedófila e duvidosa.

Vai aí, uma dica da hora:
Pai, como é que eu nasci?
– pergunta o Joaozinho…
- Muito bem, tínhamos de ter esta conversa um dia… O que aconteceu foi o seguinte: Eu e sua mãe nos conhecemos num Chat desses da Net, que existem para se trocar idéias. O papai marcou uma interface com a mamãe num Cybercafé e acabamos plugados no banheiro dele. A seguir, a mamãe fez uns Downloads no Memory Stick do papai e quando estava tudo pronto para a transferência de arquivos, descobrimos que não havia qualquer tipo de Firewall conosco. Como era tarde demais para dar o ESC, papai acabou fazendo o Upload de qualquer jeito com a mamãe, e nove meses depois o Vírus apareceu e se instalou em casa…
Prá bom entendedor meio download basta........

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A POLÍTICA E OS HÁBITOS ALIMENTARES

Na natureza nada se cria – e, quase tudo se transforma, recicla, recria; mas, na hora certa (desculpe mestre Lavoisier; por meter o bico na sua imutável lei).

O que comemos é a nossa cara; espelha quem somos – mas, pode ser uma ferramenta excepcional de autopercepção para posterior reciclagem cósmica.

A formação dos hábitos alimentares ajuda a politizar?

A forma de comer de um povo é a sua cara; em se tratando de hábitos até familiares e políticos.
Importar porcarias industrializadas e envenenadas com produtos químicos já fora de uso nos países de origem; não merece macs comentários.
Cá entre nós:
Produzir apenas para gerar renda e impostos; essa atitude de política agrária; além de pouco responsável quando se trata de sustentabilidade; é “marvada” – Manhê! Porque ocê fez isso cumigo?

Para nossas gerações mais antigas, preocupar-se com ecologia e sustentabilidade era coisa de quem não tinha o que fazer – a maioria continua pensando dessa forma; essa praga está no DNA cultural e até consangüíneo das potestades dos currais eleitorais.
Um de nossos probremas, é que dentre os políticos atuais a quase totalidade ainda pensa dessa forma; e usa o conceito de ecologia e saúde e educação; apenas quando interessa e da boca para fora; até porque, a preocupação com o meio ambiente rende poucos votos traduzidos em propinas e enriquecimento rápido – lícito ou ilícito é mera questão de semântica ou de vantagens na carreira dos responsáveis.

Há esperança de mudanças em tempo hábil; antes do desastre que se avizinha?
Pode ser.
Claro que é possível reeducar e conscientizar os adultos, através das crianças da Geração Nova; usando sua potencialidade de inteligência cognitiva e maior transparência de atitudes, algo inato em boa parte dos pequenos da atualidade; mas, se elas forem mal educadas como vem sendo feito, o desastre será mais rápido; e bem mais efetivo – pois, como todos os males; se bem usados; viram um bem maior: uma criança de dez anos que morrer de enfarte vai salvar a vida de milhares de outras; breve. Bem breve.

O que dá prá fazer bem ao nosso estilo de quebra galho?

A idéia é trabalhar fortemente essa temática em sala de aula; usando todas as matérias da grade curricular em atividades que exija a participação dos pais – algo do tipo: pequeno comentário a respeito do que a criança executou – Pois, na cabeça dessas crianças em se plantando tudo dá. E na de seus pais, ao menos alguma coisa ficará retida; daí que o investimento dará frutos.

De forma prática e imediata; se a criança for educada conhecendo seus direitos e deveres, segundo princípios de boa ética, ela pode tornar-se capacitada a boicotar todos os tipos de alimentos que, representam perigo para a sua vida, a vida dos outros e para a sanidade do meio ambiente (quando puder votar não dará seu voto a tranqueiras. E, fará isso, de uma forma ativa, e inteligente participando suas descobertas às outras pessoas, e cobrando a participação e até engajamento da família - tornando-se um verdadeiro cidadão ao exigir direitos e fazendo sua parte, para que possa cobrar responsabilidades; responsabilizando-se.

De que forma?

Leitura de jornais (sem censura) e ouvindo noticiários (sem censura) a criança deve estar atenta para a política de alimentos praticada pelos governantes e pela indústria.

O ganho social será imenso; pois, além de cobrar dos familiares que votem apenas em políticos engajados de fato na preocupação com a sanidade ambiental - muitas delas possuem uma capacidade de discernir acima da média e convivem com filhos de pessoas influentes em várias áreas da vida social. E vão cobrar: Teu pai é um bundão; fala uma coisa e pratica outra...

Caso seu filho conviva com os dos que vivem á sombra do poder – dê uma mãozinha para que cobrem seu voto (mas, é preciso que como cidadão; faça o que apregoa).
Não se trata de pressionar, mas de estimulá-los a atitudes compatíveis com o bem comum - para que convençam seus pais a terem atitudes cada vez mais éticas e de responsabilidade social, e com preocupação real e efetiva com o meio ambiente.
Fazer e cobrar; o discurso deve ser compatível com a atitude - Não devem as crianças já conscientes esperar que seus coleguinhas tornem-se como seus pais; perpetuando situações que podem ser resolvidas a tempo sem maiores sofrimentos.
Teu pai é criador de gado; porque é vegetariano?
Tua família é dona de usinas de açúcar porque você só usa coisas com adoçante?
Tua família vive de criar frangos; porque não comem?
Muitos outros questionamentos serão feitos pelas crianças do futuro; as que sobreviverem aos pais; é claro.

Mas, estamos esperançosos quanto ao futuro.

Talvez a parte mais difícil seja engajar os profissionais da educação.

OK CRIADORES DE GADO - PLANTADORES DE SOJA - PLANTADORES DE CAPIM?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO CABE EM QUALQUER LUGAR.

Somos metidos a coisas grandiosas; e nos espantamos com atitudes simples de qualidade humana; até aquelas posturas básicas na educação de “berço”; coisas bem primárias: dar passagem a quem tem pressa; cumprimentar; ceder lugar aos idosos, gestantes, pessoas com necessidades especiais; sorrir; usar de cortesia; falar no tom correto; usar palavras adequadas; lavar as mãos após espirrar e antes das refeições; não tecer comentário a respeito de pessoas ausentes; agradecer; cuidar da higiene pessoal; mulheres: primeiro; etc.
Pessoas que cumprem esses mínimos requisitos de civilidade entre nós são consideradas pessoas de finíssima educação pela maioria.

As que vão um pouquinho além do basicão; em se tratando de ética cósmica: olhar nos olhos durante a fala; preferir servir a ser servido; consolar a ser consolado; esperar que os outros se sirvam; ajudar; usar de empatia; perdoar; relevar; ouvir sem interromper; expressar gratidão; fazer aos outros; apenas o que deseja para si; falar a verdade; respeitar a si, aos outros e ao planeta; ser honesto em princípios e atitudes... Essas pessoas, são vistas como Ets; trouxas; seres estranhos...

É inegável que os princípios básicos de civilidade foram por água abaixo nos últimos tempos – pois, geração após geração a qualidade humana de boa parte das pessoas foi substituída pela neurose da competição; que cultua o deus dinheiro e seus guardiões: a ganância, o egoísmo, o orgulho e a falsidade como mentores.
Até o conteúdo básico da educação substituída pela instrução foi por água a baixo: é moda entre os novos vencedores; sentir orgulho em apregoar que no seu currículo consta: curso básico não concluído; curso médio concluído; e a contra gosto: curso superior comprado a prestação.

Como dizem os manos: estamos ferrados.
Pois:
A palavra de ordem é consumir a tudo e a todos.
O desejo de consumo das pessoas é subir na vida; de preferência, usando os outros como escada; para atingirem o topo e sentirem-se os vitoriosos reis da cocada preta.

Inegável; estamos indo para o fundo do poço. E para sair dele: só Deus sabe como.
Nos últimos anos a coisa degringolou muito rápido.
Motivos?
São muitos; mas, dentre eles, a velha educação de rua adentrou violentamente nas casas através da mídia de ação rápida; em especial a TV – nossa programação (diferentemente da européia – que mais se parece com a TV Educativa) é na maior parte do tempo violentadora da paz íntima das pessoas – Além disso, adota posturas nas suas grades de programação que escarnecem da boa conduta e apregoam todas as pilantragens da vida. Saída? - Para quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir: mude de canal – melhor: desligue-se da mídia...; relaxe leia um bom livro; ouça; uma música decente; caminhe; respire fundo; reflita sobre sua vida...

A origem do problema reside na educação de berço.
Mas, como consertar os “aleijões” da educação que vem rolando geração após geração?

Como tudo recomeça:

Na formação da nova família cada um dos parceiros recebeu um tipo de formação cultural diferente; mas, uma coisa o casal tem em comum: as regras em casa tinham um quê de ética de fachada; mas, raramente eram aplicadas e respeitadas.
Com certeza tanto um quanto outro traz problemas até sérios de educação e, eles são tantos, que é impossível abordarmos todos neste tópico.
Vamos analisar os que precisamos tentar resolver com mais urgência (quando digo precisamos; é porque, os problemas na educação de uma pessoa ou de uma família; interessa a todas as outras, esse assunto não comporta mais qualquer tipo de alheamento; sob pena de todos os esforços em prol da paz; acabarem em pizza).

A confusão entre educação e instrução/informação.

Quando se trata de instituir regras de convivência familiar cotidiana o que não importa muito é a formação técnica das pessoas e o seu grau de instrução. É preciso desfazer a confusão que foi criada entre educação e instrução/informação. São coisas complementares, mas independentes.
Educação é a construção do indivíduo como ser cósmico, cidadão, pai, mãe, filho, amor, marido, mulher...
Instrução é a sua capacitação para a vida profissional e social.
A primeira engloba a intimidade da pessoa é a sua marca de qualidade pessoal e comporta a instrução e a socialização. A segunda não comporta a primeira, ao contrário, pessoas muito instruídas, porém mal educadas representam enorme perigo para a paz pessoal e coletiva.
Um bom número de pessoas bem instruídas, pensa que encontrou um bom caminho para educar seus filhos terceirizando a educação; pagando as melhores escolas, onde a criança possa receber regras e limites. Grave erro, pois a responsabilidade maior sobre a educação da criança cabe à família, em seguida: professores, escola, governo, mídia, meio social (instituições, empresas, organizações), justiça, etc. E o fecho da educação de boa qualidade cabe á própria pessoa.

Pobreza de conteúdo.
A pouca qualidade pessoal que a maior parte das pessoas mostra nas lides do cotidiano, espelha muito bem a falta de conteúdo da educação recebida.

Teoria incompatível com a prática.
O treinamento da criança envolve excesso de teoria sem permissão para praticar. Um dos problemas que esse tipo de educação traz para a vida da criança; é o desconhecimento dos próprios limites como pessoa. Um sinal que a educação anda mal das pernas é que, ao invés de diminuir; aumenta o número de pessoas folgadas, invasoras dos direitos dos outros, descorteses, porcas, grosseiras, etc.

Recursos pedagógicos paranóicos.
Todas as atitudes que se enquadram em padrões condenáveis pela estrutura social que os adultos pregam para as crianças, a família usa e abusa como recurso pedagógico tais como: mentira, chantagem, tentativa de controle, terrorismo, violência de todos os tipos, suborno, hipocrisia, etc. O que mais assusta a quem se interessa pelo futuro pessoal e coletivo é que essa paranóia é tida e vista como uma coisa normal: sempre foi e sempre será assim, é a desculpa que as pessoas mais gostam de dar. Com a ajuda da mídia de ação rápida, banalizaram alguns padrões de comportamento que são verdadeiras aberrações.

Solução?
É preciso que na instituição da família seja acertado de comum acordo um conjunto de regras claras, lógicas e que sejam cumpridas à risca para que quando vierem os filhos o processo esteja automatizado. Pois, é necessário educá-los para a vida e não apenas capacitá-los a exercer uma profissão, a conviver com as pessoas ou mesmo a comportar-se de forma bem hipócrita – tão bem espelhada na propaganda política.
Em se tratando de limites: quem não os tem claros, não será capaz de ensinar os limites a ninguém.
Quem não pratica limites, não os respeita é incapaz de sinalizar limites aos outros.

Ao que tudo indica, a solução mais viável continua sendo a prática do semear através das nossas atitudes diárias; mesmo que a realidade de hoje; faça parecer sem sentido os motes: trabalho de formiguinha; se cada um fizer sua parte; o beija flor tentando apagar o fogo na floresta. Pois, a impressão que temos, é que o vendaval provocado pela mídia destrói qualquer tentativa de semear as sementes da boa educação e dos valores, compatíveis com a ética cósmica.

Desistir?
Jamais.

Vamos finalizar este bate papo com uma das nossas reflexões:
Se, queres paz e felicidade: Aprende desde hoje a exercitar a tolerância e o entendimento, pois; Virtudes são conquistas; não dádivas.
Distribui paciência e bondade a todos que te cercam; mesmo que adversários.
Auxilia enquanto podes.
Ampara quanto seja possível.
Alivia quanto sejas capaz.
Procura fazer o bem sem olhar a quem, quanto gostarias que te fosse feito. Enquanto podes...
Desculpa sempre, porque ninguém fugirá á lei de retorno.
Procura sempre a boa parte que há em cada um de nós, pois a apreciação unilateral é sempre um desastre. Busquemos sempre o melhor lado das coisas, das situações, das pessoas.
Para que façam o mesmo conosco.

Lembrete: nossa educação pessoal cabe em qualquer lugar.

domingo, 1 de agosto de 2010

EDUCANDO OS IMPULSOS: A REPETIÇÃO LEVA Á AUTOMAÇÃO

Conforme colocamos no artigo anterior de 31/07/2010 – PERCEBENDO SEUS IMPULSOS – AJUSTE SEU DESCONFIOMETRO no bloog – http://americocanhoto.blogspot.com;
É interessante medir e avaliar a qualidade de nossos impulsos; nesta reta final do evento cósmico que levará á transformação do planeta; já que eles são nossos representantes de fato; no sentido de padrão vibratório constante; sem as oscilações geradas pela racionalidade ainda incipiente – esse cuidado é importante não apenas para nos enquadramos no novo contexto da grade energética do planeta; mas, e principalmente, para que tenhamos mais saúde e qualidade de vida, hoje.

Impulsos?
São forças que atuam de forma automática sempre que desencadeadas. A rigor não há bons ou maus. Apenas, em certos momentos, a emoção e a razão são capazes de ativá-los na hora e no momento adequado ou não. Quando isso é feito de forma inadequada e repetitiva provoca um curto-circuito emocional e até ético que origina impulsos, tendências e compulsões negativas e danosas que são particularizadas como não naturais e depois se transformam em doenças ou são rotuladas de sofrimento.

Nossos impulsos mais primitivos são os instintos; do tipo daqueles que comandam os objetivos de vida dos animais (e nos humanóides) sem concorrência, sem conflitos. No ser intermediário (consciência primária), eles já sofrem a interferência ou a forte concorrência das emoções e da busca do prazer contínuo, o que, cria atritos, desgaste, e culpa que produz: dor, sofrer pessoais e coletivos... No ser ainda primitivo, instinto e emoção aliados derrotam a razão ainda incipiente; o que cria distúrbios. Ao nos humanizarmos mais; o desenvolvimento da inteligência e da capacidade de discernir é capaz de adequar a relação entre impulsos, instinto, razão e emoção.

Nossos impulsos podem ser educados?
Passo a passo, não apenas é possível; mas, absolutamente necessário educar os impulsos – mas, para isso é preciso trabalhar no contra fluxo da cultura; pois boa parte de nossos impulsos danosos como algumas compulsões foram exacerbadas pelo sistema de educação ainda em vigor.

Selecionemos uma das mais comuns que oferece riscos á saúde e á qualidade de vida em todos os sentidos: A antiga gula ou a compulsão pela comida - levada ao extremo nesta cultura pós-moderna pela mídia de ação rápida.
Como ela se acentua?
– Pais que adoram comer; impedem que seus filhos ultrapassem a fase oral instintiva (até os 2 anos tudo vai á boca) – pervertido o instinto ele caminha para a compulsão ou transforma-se num vício cada vez mais mortal (até pela quantidade de venenos que ingerimos via alimentos); pois, sempre que a pessoa vive um conflito (e a maioria vive em permanente conflito consigo mesmo e com o meio); parte para satisfazer-se comendo – essa compulsão foi turbinada pelo estresse crônico levando a uma busca desenfreada de carboidratos que produzem algumas migalhas de endorfinas (puro prazer) enquanto estão sendo metabolizadas; gerando a seguir um efeito rebote de crise de abstinência; e assim sucessivamente.

Somos dotados de milhares de subtipos de impulsos negativos e positivos – é de bom alvitre anotar os que mais nos atrasam na reciclagem de padrão vibratório.

Exercício.

Aprender a separar os impulsos das emoções e da razão pode tornar-se uma tarefa interessante. Não tenha pressa, pois, no início, apenas em certos momentos agudos, os impulsos serão liberados sem a interferência das emoções ou da razão. Fique atento e anote o ocorrido, passo a passo para aprender a descobrir cada um dos seus, na sua forma mais pura. Dissecando seus impulsos, suas tendências, suas predisposições, a cada dia você terá uma auto - imagem que mais corresponde á realidade do momento vibratório em que vive.
Permita que seus instintos fluam nas suas experiências mais simples; noutras contenha-se; esse treino vai eliminar uma série de conflitos.

Mãos á obra.

Continua...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

É PROIBIDO APRENDER?

PALMADINHAS:

A Terra é um planeta escola e não uma colônia de férias como nós gostaríamos. Estamos aqui para aprender a ampliar nossa consciência; e não, a passeio – mas, sei lá quando e onde; algum mestre maluco ditou que é proibido aprender e poucos questionaram.
Sem medo de errar; eu digo que nossos problemas na existência decorrem da falta de educação; não da instrução pura e simples - mas, daquela educação que visa equacionar o teorema: Quem somos nós? O que fazemos aqui? Quem sou eu? Qual é meu projeto de vida?

Adultos se colocam na condição de orientadores, cuidadores, professores, e alguns, até se atrevem a subir no pedestal de mestres das crianças. Acham que ensinam; mas, não deixam a criança aprender. Sim; na infância e até bem depois; é proibido aprender a ler os fatos mais básicos da vida.

Enchemos a cabeça das crianças de teorias e de crenças com suas mentiras, meias verdades, paradoxos e paradigmas; apenas para referendar as nossas e defender nossos interesses.

A criança é feliz, dentre outras coisas; porque não tem crenças; apenas observa, se extasia com a própria vida e a vive. Mas, o adulto já contaminado pelos sistemas de crenças não permite que ela aprenda através das lições mais elementares que se apresentam no dia a dia; tal como a lei de causa e efeito e a de retorno por sintonia.
Muitos graduados ainda fazem aos outros; o que gostariam que não lhes fosse feito; pois, nenhuma instrução recicla a má índole - e quando do inexorável retorno; chiam, reclamam, maldizem a sorte; esbravejam contra Deus – e continuam na mesma toada, incorrigíveis; numa inglória luta; contra si mesmos, sua paz – mas, talvez seus pouco competentes pais; tentaram corrigi-los na base da “porrada”, na chinelada, do rabo de tatu, da varinha de marmelo; da havaiana 42. – ou o mais comum: não fizeram nem uma coisa nem outra; feito políticos em época de eleição: ficaram apenas no vazio discurso detonado pelos seus maus exemplos.

A má índole deve ser detectada na infância. Em tempo: má índole não é transmitida via DNA; mas, que pode ser reforçada e aprendida; isso; pode.
Quando não; a culpa é de seus instrutores (família) que não souberam identificar-lhes os impulsos – poderiam ter sido educados quando lhes fosse permitido experimentar do próprio remédio.
Exemplo, os agressivos a se expressar naquelas coisas da infância: brigas na escola. Os agressores contumazes quando apanham; são logo defendidos com unhas e dentes pela família; que ás vezes, arma o maior barraco na escola para acoitar seu rebento. Pais coerentes deveriam aproveitar o recurso pedagógico que se criou e usar de bom senso do tipo: Filho gostou de apanhar do seu colega mais agressivo? – Não? – Então fique sabendo que as pessoas que você agride também não gostam! – Filho; roubaram sua borracha? – Gostou disso? – Não? – Então nunca pegue o que não lhe pertence!
Crianças com essa má índole não iriam “causar” na vida como agressores explícitos ou os piores: os camuflados – no trabalho, nas relações, na política, etc.

Voltemos ao ponto importante que queremos destacar: é urgente permitir que a criança aprenda!

Pode parecer incrível esse alerta – mas é verdade, não damos permissão para aprender - O tempo todo enchemos a cabeça e o “saco” da criança de teorias, irritamos seus ouvidos com tanto falatório tão sem sentido quanto fora de hora; e não as deixamos praticar.
Não permitimos experiências tão simples como a de vestir a roupa que deseja ou calçar o sapato que escolheu porque não combina ou não está na moda - uma das crenças castradoras: sempre a preocupação do que os outros vão pensar ou dizer sobre coisas fúteis e inúteis. Quando alguém tenta falar sério; lá vem o bordão dos escapistas: Nada a ver!
Não deixamos que a criança amplie sua consciência, desenvolvendo a capacidade de cuidar de si mesma; e de responsabilizar-se pela própria vida nas pequenas coisas do dia a dia. E, as desculpas para essa atitude são tão variadas quanto incompreensíveis para quem usar de um raciocínio simples e lógico. O aprendizado não existe sem a prática ou o fazer para capacitar-se a dominar a experiência do simples em direção ao complexo.

Onde estão os recursos pedagógicos?

Nas coisas mais banais como a dieta. Exemplo; imagine uma família que descobriu o desastre que é o refri (gás carbônico; açúcar ou os famigerados adoçantes; corantes, etc.). Logo vem o péssimo discurso: bem molecada; aqui em casa de agora em diante; a coisa mudou: refrí só em festa ou de fim de semana. Nada mais sem nexo; pois, a proibição apenas vai estimular mais o desejo. Caso o adulto fosse coerente e inteligente iria fazer o seguinte: uma semana sem refrí; e o coitado do corpo da criança já se depura; depois, dá um jeito (algo bem fácil) que a criança tome logo uns 6 ou 7 copos; pronto: vai sair refrí até pelas orelhas e uma saudável dor de barriga – nesse exato momento, é hora de usar a Inteligência: - Filho tá doendo muito? Vomitar é ruim prá caramba né? – Pois é, meu querido, eu acho que o problema foi o refri; vamos observar daqui prá frente? (normalmente o adulto não tem humildade alguma ao mostrar para a criança que ela pisou na bola – logo quem com aquela prepotência toda: Tá vendo? Eu não disse? Eu não falei! – Mas, sempre o, mas; se der algum analgésico para a criança; melhor não falar nada, cale a boca; e retire-se para a sua santa ignorância – já viu alguém morrer de vomitar uma ou duas vezes ou de cólica por gases? – Nem eu!

De que forma ajudar a criança a se tornar uma pessoa ética que se ama, que respeita o próprio corpo, que respeita as outras pessoas e o planeta?

Como passar valores éticos é outra dúvida.
Esse assunto é extenso; daí que voltaremos a eles.
Primeiro, é preciso tê-los.

É verdade que ainda não é fácil transmiti-los, pois o que a sociedade mais valoriza é o ter, possuir, aparentar a qualquer custo, não importa o preço a pagar; o diferencial de qualidade é não transformar essa realidade num anestésico de consciência; com as esfarrapadas desculpas de sempre: - Não adianta! Ninguém faz!

Outra dúvida difícil de ser respondida - Qual a diferença entre boa e má educação? - A rigor não há boa ou má educação, pois cada um apenas pode oferecer o que dispõe. Embora não sirva como desculpa para tudo que poderia ter sido reciclado, o fato é que recebemos uma educação voltada para a instrução e para os olhos da sociedade. Nossos antepassados fizeram isso por amor, nossos pais também; então tenhamos em mente que no passado fizemos o possível dentro do nosso padrão de crenças, conhecimento e vontade. Nossos problemas de conflitos íntimos podem se exacerbar apenas, quando com o conhecimento de hoje, teimarmos em agir como se fazia antes – podemos arriscar um palpite: a melhor educação, talvez seja uma educação assentada na rocha da mais pura ética cósmica.

Claro que mesmo ao final de qualquer bate papo; nós ainda podemos perguntar: Qual a melhor receita? Qual o melhor caminho para educar na vida contemporânea?
Receitas prontas, não as há, até porque contraria a lei básica de progresso.
Ao menos uma dica de solução?
A arte de meditar, que deveria fazer parte dos hábitos da família e até matéria da escola; mas, enquanto ela não for instituída nós podemos nos virar com os conceitos básicos do Evangelho e de todos os outros sistemas de crenças semelhantes; pois as leis da ética cósmica são sempre as mesmas.

Educar filhos é como trabalhar numa sementeira.
Aos pais cabe apenas escolher as melhores sementes disponíveis e semear. A colheita dependerá de muitos outros fatores.
Pessoas que desenvolveram a capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e conseguem superar com serenidade os momentos de fracasso, perdas e rompimentos com certeza tiveram pais de boa qualidade.
Muitos já disseram que:
Para educar é preciso amar.
Para instruir e treinar basta apenas um pouco de conhecimento e alguma técnica.
Recordamos apenas que o conceito de amar envolve o de respeitar e cuidar; sem controlar nem impor condições, prazos ou custos; pois filhos são para sempre. Então, compartilhemos nosso aprendizado uns com os outros.

E pelo amor de Deus! – Vamos permitir que as crianças aprendam com as próprias experiências; monitoradas com bom senso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

COMO DETECTAR AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA

Algumas crianças são mais predispostas do que outras a sofrerem agressão dos adultos que “cuidam” delas; pois, além da qualidade humana dos pais, está em jogo o conjunto das tendências da índole inata da criança; interagindo.

Futuros e graves problemas podem ser evitados de forma simples: basta que os adultos estudem a si próprios e estudem a criança: suas tendências e impulsos para reagir aos estímulos do meio ambiente.
Sim, os filhos vêm com manual de instrução que poucos se importam em ler. As pessoas são analfabetas para ler os fatos da vida; quanto mais para compreendê-los – isso, por opção, preguiça e fuga da responsabilidade; pouco ou nada a ver com falta de cultura.

Dica:

Alguns indicadores de agressividade e potencial para a violência na infância.

Muitos são os parâmetros que podem ser usados no dia a dia para se identificar as crianças potencialmente agressivas ou violentas; e futuros adultos problemáticos, violentos explícitos ou camuflados (nem todo agressivo é violento e a recíproca também vale):

Inquietas no útero que reagem rapidamente ás mudanças no humor materno.
As que dão muito “trabalho com cólicas”.
As anoréxicas e as que comem demais, de forma compulsiva.
Tipos extremados de reação á dor, ao desconforto, á fome.
Choro e riso sem motivo.
Mau humor contínuo.
Inconstantes; tudo querem e logo se enfastiam.
As que apenas desejam o que está na mão do outro, no momento.
Extrema intolerância ás contrariedades.
Gritam sem necessidade.
Sono intranqüilo e interrompido.
Ranger de dentes ou bruxismo.
As que mordem, arranham, dão tapas nos familiares ou em qualquer outra que se aproxime.
As que se dão bem, sem brigar, apenas com crianças mais velhas ou mais fortes (é uma forma de contenção).
Que costumam usar a agressão verbal.
Provocadoras, instigadoras.
As que quebram tudo que lhes cai nas mãos.
Aquelas que são sempre do contra.
As desconfiadas de tudo, que espiam detrás dos pais.
Demonstrações de agressividade física contra pessoas, animais, plantas e objetos.
As inseguras sem explicação.
Aquelas não fixam o olhar em quem lhes dirige a palavra.
Quem arranca cascas de feridas sem cessar e espreme tumores.
As atópicas que se ferem por coçar erupções no corpo.
Não aceitam voz de comando.
Personalidades exacerbadas com manifestações que destoam do contexto; especialmente quando se trata de sentimentos: egoísmo, raiva, cólera, ciúmes, impaciência, intolerância, orgulho, avareza, medo doentio.

Anotar tudo é mais do que atitude inteligente; é vital para quem deseja a paz e a harmonia da vida em família.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AMAR É RECRIAR A PRÓPRIA VIDA

“Atire a primeira pedra aquele que nunca sofreu por amor” disse o poeta.

Aprender a amar é uma lenta conquista; talvez eterna enquanto dure.

Aproveitando o momento dos desatinos diários, até com possíveis cruéis assassinatos, veiculados na mídia; que se originam pela nossa forma equivocada de entender o amor; pegando carona nós vamos abordar o assunto em nossos blogs.

Viver por viver, ao sabor dos acontecimentos, pouco ou nada tem de humano. É lógico que a criação tenha objetivos.

Quem sou eu?
Quem somos nós?
O que fazemos aqui?

Perguntas básicas que exigem respostas simples – dentre elas:

Para amar é preciso recuperar a própria identidade

Quem ama, conseguiu recuperar a própria identidade.
Sabe quem somos e o que viemos fazer aqui. Identificou os próprios valores e se estão alinhados às leis naturais que regem a evolução universal.
Não aceita os objetos dos desejos dos outros como uma condição para ser feliz, amar ou ser amado; nem ser manipulado, conduzido, tratado como parte de um rebanho, ser chamado de massa consumidora, ou populacho.
Nunca amadureceremos se permitirmos que os outros pensem por nós e determinem nossas escolhas, pois ninguém pode evoluir pelo outro.

Além disso:

É preciso adquirir soberania emocional.

Um ser amoroso sabe e sente que a felicidade está dentro de si mesmo. Para isso, precisa de tranqüilidade de consciência que não se perturba com simples provas a serem superadas.
Está ciente que nenhuma pessoa, posse, bem material ou sensação vai torná-lo feliz ou infeliz, senão por breves momentos.
Esse ser potencialmente amoroso vai usufruir plenamente de tudo e de todos; sem sentir-se dono de nada nem de ninguém, - e oferecerá aos outros sempre o melhor que dispuser de si em cada momento; executando as mínimas tarefas com amor.

Amar é recriar a própria vida a cada novo instante.

Viver é pensar, sentir, analisar e agir o tempo todo.
O amor é inteligente; daí: é criativo de forma ininterrupta.
Um ser que se ama e que ama a tudo e a todos mantém-se sempre vivo/criativo, e cuida para não tornar-se um morto em vida, um depressivo, angustiado ou em pânico.

Viver é objetivar.
Um ser amoroso estuda a própria vida; nunca ele perde de vista suas metas; crê nelas; desenvolve a confiança, que marca a certeza daquilo que deseja alcançar. Daí, ele confere sempre se os seus objetivos de vida estão alinhados às leis naturais.

Quais suas razões para viver?
Estão atualizadas?