domingo, 1 de agosto de 2010

EDUCANDO OS IMPULSOS: A REPETIÇÃO LEVA Á AUTOMAÇÃO

Conforme colocamos no artigo anterior de 31/07/2010 – PERCEBENDO SEUS IMPULSOS – AJUSTE SEU DESCONFIOMETRO no bloog – http://americocanhoto.blogspot.com;
É interessante medir e avaliar a qualidade de nossos impulsos; nesta reta final do evento cósmico que levará á transformação do planeta; já que eles são nossos representantes de fato; no sentido de padrão vibratório constante; sem as oscilações geradas pela racionalidade ainda incipiente – esse cuidado é importante não apenas para nos enquadramos no novo contexto da grade energética do planeta; mas, e principalmente, para que tenhamos mais saúde e qualidade de vida, hoje.

Impulsos?
São forças que atuam de forma automática sempre que desencadeadas. A rigor não há bons ou maus. Apenas, em certos momentos, a emoção e a razão são capazes de ativá-los na hora e no momento adequado ou não. Quando isso é feito de forma inadequada e repetitiva provoca um curto-circuito emocional e até ético que origina impulsos, tendências e compulsões negativas e danosas que são particularizadas como não naturais e depois se transformam em doenças ou são rotuladas de sofrimento.

Nossos impulsos mais primitivos são os instintos; do tipo daqueles que comandam os objetivos de vida dos animais (e nos humanóides) sem concorrência, sem conflitos. No ser intermediário (consciência primária), eles já sofrem a interferência ou a forte concorrência das emoções e da busca do prazer contínuo, o que, cria atritos, desgaste, e culpa que produz: dor, sofrer pessoais e coletivos... No ser ainda primitivo, instinto e emoção aliados derrotam a razão ainda incipiente; o que cria distúrbios. Ao nos humanizarmos mais; o desenvolvimento da inteligência e da capacidade de discernir é capaz de adequar a relação entre impulsos, instinto, razão e emoção.

Nossos impulsos podem ser educados?
Passo a passo, não apenas é possível; mas, absolutamente necessário educar os impulsos – mas, para isso é preciso trabalhar no contra fluxo da cultura; pois boa parte de nossos impulsos danosos como algumas compulsões foram exacerbadas pelo sistema de educação ainda em vigor.

Selecionemos uma das mais comuns que oferece riscos á saúde e á qualidade de vida em todos os sentidos: A antiga gula ou a compulsão pela comida - levada ao extremo nesta cultura pós-moderna pela mídia de ação rápida.
Como ela se acentua?
– Pais que adoram comer; impedem que seus filhos ultrapassem a fase oral instintiva (até os 2 anos tudo vai á boca) – pervertido o instinto ele caminha para a compulsão ou transforma-se num vício cada vez mais mortal (até pela quantidade de venenos que ingerimos via alimentos); pois, sempre que a pessoa vive um conflito (e a maioria vive em permanente conflito consigo mesmo e com o meio); parte para satisfazer-se comendo – essa compulsão foi turbinada pelo estresse crônico levando a uma busca desenfreada de carboidratos que produzem algumas migalhas de endorfinas (puro prazer) enquanto estão sendo metabolizadas; gerando a seguir um efeito rebote de crise de abstinência; e assim sucessivamente.

Somos dotados de milhares de subtipos de impulsos negativos e positivos – é de bom alvitre anotar os que mais nos atrasam na reciclagem de padrão vibratório.

Exercício.

Aprender a separar os impulsos das emoções e da razão pode tornar-se uma tarefa interessante. Não tenha pressa, pois, no início, apenas em certos momentos agudos, os impulsos serão liberados sem a interferência das emoções ou da razão. Fique atento e anote o ocorrido, passo a passo para aprender a descobrir cada um dos seus, na sua forma mais pura. Dissecando seus impulsos, suas tendências, suas predisposições, a cada dia você terá uma auto - imagem que mais corresponde á realidade do momento vibratório em que vive.
Permita que seus instintos fluam nas suas experiências mais simples; noutras contenha-se; esse treino vai eliminar uma série de conflitos.

Mãos á obra.

Continua...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

É PROIBIDO APRENDER?

PALMADINHAS:

A Terra é um planeta escola e não uma colônia de férias como nós gostaríamos. Estamos aqui para aprender a ampliar nossa consciência; e não, a passeio – mas, sei lá quando e onde; algum mestre maluco ditou que é proibido aprender e poucos questionaram.
Sem medo de errar; eu digo que nossos problemas na existência decorrem da falta de educação; não da instrução pura e simples - mas, daquela educação que visa equacionar o teorema: Quem somos nós? O que fazemos aqui? Quem sou eu? Qual é meu projeto de vida?

Adultos se colocam na condição de orientadores, cuidadores, professores, e alguns, até se atrevem a subir no pedestal de mestres das crianças. Acham que ensinam; mas, não deixam a criança aprender. Sim; na infância e até bem depois; é proibido aprender a ler os fatos mais básicos da vida.

Enchemos a cabeça das crianças de teorias e de crenças com suas mentiras, meias verdades, paradoxos e paradigmas; apenas para referendar as nossas e defender nossos interesses.

A criança é feliz, dentre outras coisas; porque não tem crenças; apenas observa, se extasia com a própria vida e a vive. Mas, o adulto já contaminado pelos sistemas de crenças não permite que ela aprenda através das lições mais elementares que se apresentam no dia a dia; tal como a lei de causa e efeito e a de retorno por sintonia.
Muitos graduados ainda fazem aos outros; o que gostariam que não lhes fosse feito; pois, nenhuma instrução recicla a má índole - e quando do inexorável retorno; chiam, reclamam, maldizem a sorte; esbravejam contra Deus – e continuam na mesma toada, incorrigíveis; numa inglória luta; contra si mesmos, sua paz – mas, talvez seus pouco competentes pais; tentaram corrigi-los na base da “porrada”, na chinelada, do rabo de tatu, da varinha de marmelo; da havaiana 42. – ou o mais comum: não fizeram nem uma coisa nem outra; feito políticos em época de eleição: ficaram apenas no vazio discurso detonado pelos seus maus exemplos.

A má índole deve ser detectada na infância. Em tempo: má índole não é transmitida via DNA; mas, que pode ser reforçada e aprendida; isso; pode.
Quando não; a culpa é de seus instrutores (família) que não souberam identificar-lhes os impulsos – poderiam ter sido educados quando lhes fosse permitido experimentar do próprio remédio.
Exemplo, os agressivos a se expressar naquelas coisas da infância: brigas na escola. Os agressores contumazes quando apanham; são logo defendidos com unhas e dentes pela família; que ás vezes, arma o maior barraco na escola para acoitar seu rebento. Pais coerentes deveriam aproveitar o recurso pedagógico que se criou e usar de bom senso do tipo: Filho gostou de apanhar do seu colega mais agressivo? – Não? – Então fique sabendo que as pessoas que você agride também não gostam! – Filho; roubaram sua borracha? – Gostou disso? – Não? – Então nunca pegue o que não lhe pertence!
Crianças com essa má índole não iriam “causar” na vida como agressores explícitos ou os piores: os camuflados – no trabalho, nas relações, na política, etc.

Voltemos ao ponto importante que queremos destacar: é urgente permitir que a criança aprenda!

Pode parecer incrível esse alerta – mas é verdade, não damos permissão para aprender - O tempo todo enchemos a cabeça e o “saco” da criança de teorias, irritamos seus ouvidos com tanto falatório tão sem sentido quanto fora de hora; e não as deixamos praticar.
Não permitimos experiências tão simples como a de vestir a roupa que deseja ou calçar o sapato que escolheu porque não combina ou não está na moda - uma das crenças castradoras: sempre a preocupação do que os outros vão pensar ou dizer sobre coisas fúteis e inúteis. Quando alguém tenta falar sério; lá vem o bordão dos escapistas: Nada a ver!
Não deixamos que a criança amplie sua consciência, desenvolvendo a capacidade de cuidar de si mesma; e de responsabilizar-se pela própria vida nas pequenas coisas do dia a dia. E, as desculpas para essa atitude são tão variadas quanto incompreensíveis para quem usar de um raciocínio simples e lógico. O aprendizado não existe sem a prática ou o fazer para capacitar-se a dominar a experiência do simples em direção ao complexo.

Onde estão os recursos pedagógicos?

Nas coisas mais banais como a dieta. Exemplo; imagine uma família que descobriu o desastre que é o refri (gás carbônico; açúcar ou os famigerados adoçantes; corantes, etc.). Logo vem o péssimo discurso: bem molecada; aqui em casa de agora em diante; a coisa mudou: refrí só em festa ou de fim de semana. Nada mais sem nexo; pois, a proibição apenas vai estimular mais o desejo. Caso o adulto fosse coerente e inteligente iria fazer o seguinte: uma semana sem refrí; e o coitado do corpo da criança já se depura; depois, dá um jeito (algo bem fácil) que a criança tome logo uns 6 ou 7 copos; pronto: vai sair refrí até pelas orelhas e uma saudável dor de barriga – nesse exato momento, é hora de usar a Inteligência: - Filho tá doendo muito? Vomitar é ruim prá caramba né? – Pois é, meu querido, eu acho que o problema foi o refri; vamos observar daqui prá frente? (normalmente o adulto não tem humildade alguma ao mostrar para a criança que ela pisou na bola – logo quem com aquela prepotência toda: Tá vendo? Eu não disse? Eu não falei! – Mas, sempre o, mas; se der algum analgésico para a criança; melhor não falar nada, cale a boca; e retire-se para a sua santa ignorância – já viu alguém morrer de vomitar uma ou duas vezes ou de cólica por gases? – Nem eu!

De que forma ajudar a criança a se tornar uma pessoa ética que se ama, que respeita o próprio corpo, que respeita as outras pessoas e o planeta?

Como passar valores éticos é outra dúvida.
Esse assunto é extenso; daí que voltaremos a eles.
Primeiro, é preciso tê-los.

É verdade que ainda não é fácil transmiti-los, pois o que a sociedade mais valoriza é o ter, possuir, aparentar a qualquer custo, não importa o preço a pagar; o diferencial de qualidade é não transformar essa realidade num anestésico de consciência; com as esfarrapadas desculpas de sempre: - Não adianta! Ninguém faz!

Outra dúvida difícil de ser respondida - Qual a diferença entre boa e má educação? - A rigor não há boa ou má educação, pois cada um apenas pode oferecer o que dispõe. Embora não sirva como desculpa para tudo que poderia ter sido reciclado, o fato é que recebemos uma educação voltada para a instrução e para os olhos da sociedade. Nossos antepassados fizeram isso por amor, nossos pais também; então tenhamos em mente que no passado fizemos o possível dentro do nosso padrão de crenças, conhecimento e vontade. Nossos problemas de conflitos íntimos podem se exacerbar apenas, quando com o conhecimento de hoje, teimarmos em agir como se fazia antes – podemos arriscar um palpite: a melhor educação, talvez seja uma educação assentada na rocha da mais pura ética cósmica.

Claro que mesmo ao final de qualquer bate papo; nós ainda podemos perguntar: Qual a melhor receita? Qual o melhor caminho para educar na vida contemporânea?
Receitas prontas, não as há, até porque contraria a lei básica de progresso.
Ao menos uma dica de solução?
A arte de meditar, que deveria fazer parte dos hábitos da família e até matéria da escola; mas, enquanto ela não for instituída nós podemos nos virar com os conceitos básicos do Evangelho e de todos os outros sistemas de crenças semelhantes; pois as leis da ética cósmica são sempre as mesmas.

Educar filhos é como trabalhar numa sementeira.
Aos pais cabe apenas escolher as melhores sementes disponíveis e semear. A colheita dependerá de muitos outros fatores.
Pessoas que desenvolveram a capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e conseguem superar com serenidade os momentos de fracasso, perdas e rompimentos com certeza tiveram pais de boa qualidade.
Muitos já disseram que:
Para educar é preciso amar.
Para instruir e treinar basta apenas um pouco de conhecimento e alguma técnica.
Recordamos apenas que o conceito de amar envolve o de respeitar e cuidar; sem controlar nem impor condições, prazos ou custos; pois filhos são para sempre. Então, compartilhemos nosso aprendizado uns com os outros.

E pelo amor de Deus! – Vamos permitir que as crianças aprendam com as próprias experiências; monitoradas com bom senso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

COMO DETECTAR AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA

Algumas crianças são mais predispostas do que outras a sofrerem agressão dos adultos que “cuidam” delas; pois, além da qualidade humana dos pais, está em jogo o conjunto das tendências da índole inata da criança; interagindo.

Futuros e graves problemas podem ser evitados de forma simples: basta que os adultos estudem a si próprios e estudem a criança: suas tendências e impulsos para reagir aos estímulos do meio ambiente.
Sim, os filhos vêm com manual de instrução que poucos se importam em ler. As pessoas são analfabetas para ler os fatos da vida; quanto mais para compreendê-los – isso, por opção, preguiça e fuga da responsabilidade; pouco ou nada a ver com falta de cultura.

Dica:

Alguns indicadores de agressividade e potencial para a violência na infância.

Muitos são os parâmetros que podem ser usados no dia a dia para se identificar as crianças potencialmente agressivas ou violentas; e futuros adultos problemáticos, violentos explícitos ou camuflados (nem todo agressivo é violento e a recíproca também vale):

Inquietas no útero que reagem rapidamente ás mudanças no humor materno.
As que dão muito “trabalho com cólicas”.
As anoréxicas e as que comem demais, de forma compulsiva.
Tipos extremados de reação á dor, ao desconforto, á fome.
Choro e riso sem motivo.
Mau humor contínuo.
Inconstantes; tudo querem e logo se enfastiam.
As que apenas desejam o que está na mão do outro, no momento.
Extrema intolerância ás contrariedades.
Gritam sem necessidade.
Sono intranqüilo e interrompido.
Ranger de dentes ou bruxismo.
As que mordem, arranham, dão tapas nos familiares ou em qualquer outra que se aproxime.
As que se dão bem, sem brigar, apenas com crianças mais velhas ou mais fortes (é uma forma de contenção).
Que costumam usar a agressão verbal.
Provocadoras, instigadoras.
As que quebram tudo que lhes cai nas mãos.
Aquelas que são sempre do contra.
As desconfiadas de tudo, que espiam detrás dos pais.
Demonstrações de agressividade física contra pessoas, animais, plantas e objetos.
As inseguras sem explicação.
Aquelas não fixam o olhar em quem lhes dirige a palavra.
Quem arranca cascas de feridas sem cessar e espreme tumores.
As atópicas que se ferem por coçar erupções no corpo.
Não aceitam voz de comando.
Personalidades exacerbadas com manifestações que destoam do contexto; especialmente quando se trata de sentimentos: egoísmo, raiva, cólera, ciúmes, impaciência, intolerância, orgulho, avareza, medo doentio.

Anotar tudo é mais do que atitude inteligente; é vital para quem deseja a paz e a harmonia da vida em família.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AMAR É RECRIAR A PRÓPRIA VIDA

“Atire a primeira pedra aquele que nunca sofreu por amor” disse o poeta.

Aprender a amar é uma lenta conquista; talvez eterna enquanto dure.

Aproveitando o momento dos desatinos diários, até com possíveis cruéis assassinatos, veiculados na mídia; que se originam pela nossa forma equivocada de entender o amor; pegando carona nós vamos abordar o assunto em nossos blogs.

Viver por viver, ao sabor dos acontecimentos, pouco ou nada tem de humano. É lógico que a criação tenha objetivos.

Quem sou eu?
Quem somos nós?
O que fazemos aqui?

Perguntas básicas que exigem respostas simples – dentre elas:

Para amar é preciso recuperar a própria identidade

Quem ama, conseguiu recuperar a própria identidade.
Sabe quem somos e o que viemos fazer aqui. Identificou os próprios valores e se estão alinhados às leis naturais que regem a evolução universal.
Não aceita os objetos dos desejos dos outros como uma condição para ser feliz, amar ou ser amado; nem ser manipulado, conduzido, tratado como parte de um rebanho, ser chamado de massa consumidora, ou populacho.
Nunca amadureceremos se permitirmos que os outros pensem por nós e determinem nossas escolhas, pois ninguém pode evoluir pelo outro.

Além disso:

É preciso adquirir soberania emocional.

Um ser amoroso sabe e sente que a felicidade está dentro de si mesmo. Para isso, precisa de tranqüilidade de consciência que não se perturba com simples provas a serem superadas.
Está ciente que nenhuma pessoa, posse, bem material ou sensação vai torná-lo feliz ou infeliz, senão por breves momentos.
Esse ser potencialmente amoroso vai usufruir plenamente de tudo e de todos; sem sentir-se dono de nada nem de ninguém, - e oferecerá aos outros sempre o melhor que dispuser de si em cada momento; executando as mínimas tarefas com amor.

Amar é recriar a própria vida a cada novo instante.

Viver é pensar, sentir, analisar e agir o tempo todo.
O amor é inteligente; daí: é criativo de forma ininterrupta.
Um ser que se ama e que ama a tudo e a todos mantém-se sempre vivo/criativo, e cuida para não tornar-se um morto em vida, um depressivo, angustiado ou em pânico.

Viver é objetivar.
Um ser amoroso estuda a própria vida; nunca ele perde de vista suas metas; crê nelas; desenvolve a confiança, que marca a certeza daquilo que deseja alcançar. Daí, ele confere sempre se os seus objetivos de vida estão alinhados às leis naturais.

Quais suas razões para viver?
Estão atualizadas?

domingo, 23 de maio de 2010

RECORDAR É APRENDER – A ECOLOGIA DOS TIPOS DA ESCOLA – parte II

Antigamente os rótulos colavam muito fortemente e até feriam quando tentávamos nos livrar deles. Ás vezes, nós temos a falsa impressão de que tudo continua na mesma – mas, é preciso admitir que a sociedade esta cada vez mais tolerante com relação a algumas intolerâncias do passado; apenas a algumas; pois, com relação a outras, pouco ou nada mudou.

Um dos maiores avanços foi com relação á intolerância das tendências sexuais. Claro que ainda há muitos bolsões culturais de grave falta de tolerância; mas, no contexto geral, houve progresso.

O FRESQUINHO

Esse tipo leva jeito; mas ninguém viu nem sabe se é. Tipo “denorex”. São um tanto jeitosos, cheios de trejeitos e de vez em quando soltam uns gritinhos desafinados se provocados; ou mais ainda, nos momentos de extrema euforia.
Costumam dar-se bem tanto com o grupo masculino quanto feminino; embora fiquem com as orelhas quentes quando se afastam de alguns grupos.
Costumam vestir-se de maneira extravagante para os padrões da sociedade local.
A denominação de “bichinha” comporta mais o conceito de diferente dos normais ou até de extravagante; do que algo relacionado com as tendências sexuais da pessoa, tanto que no grupo das bichinhas temos tanto homens quanto mulheres.

O C.D.F

Esse é o cara!
O mais odiado e mais invejado da turma é sempre o que não pensa em mais nada além de estudar e tirar as melhores notas para ser notado e invejado como o melhor.
Esses “nerds” são amados quando emprestam os cadernos, deixam os outros copiar a lição de casa, deixam alguém colar na hora da prova.
Todos querem estar no seu grupo nos trabalhos em equipe; menos nas atividades de educação física; quando normalmente são odiados.
Nas festas a maioria quer estar bem longe dele.
Disputa a tapa, se preciso for, um lugar na turma do gargarejo. Aposta todas as fichas da vida no estudo como trampolim para subir na vida e ser notado, admirado e invejado.
Mas:
Nem sempre conquistam melhores posições na vida profissional e social.
Dizem alguns entendidos que é por estarem sempre na mira, na linha de fogo da inveja dos outros; pois sua perseverança ofende a preguiça da maioria normal.

O VAGAU

É doutor em desculpas e justificativas; a lei do nenhum esforço é a sua diretriz de vida.
Não é que ele seja um jeca tatu, pois quando as coisas lhe interessam ele é um pé de boi. Simplesmente é uma jogada de marketing pessoal para disfarçar sua inveja do c.d.f. O sonho de todos os vagaus é tornarem-se um c.d.f.

O vagau desenvolve um jeito estudado de quem não quer nada com nada; mero jogo de aparências; por isso, costuma surpreender muita língua comprida quando resolve assumir uma postura diferente; embora essa doença tenha uma cura complicada.

Cuidado, a postura de vagau costuma ser contagiosa, pois a preguiça pega.
A maior parte deles vai continuar na mesma até porque recuperar o tempo perdido num estalo, de um dia para outro é difícil.
Vagau que dá certo; costuma descobrir sua condição até a adolescência e trata de correr atrás do prejuízo; daí em diante, um abraço, é mediocridade na certa; no máximo vai virar um normal.
Será?

O CERTINHO

Responsabilidade um pouco acima da média; uma pitada de coerência; e o incrível hábito (se comparado com a galera) de cumprir com os deveres mais simples; torna essa criatura um ponto de referência para o resto do grupo; embora se torne um alvo para os medíocres descarregarem sua inveja na forma de piadinhas. Costumam ser ponto de referência das sogras em potencial que adorariam tê-los ou tê-las como genro ou nora; mas, por ironia do destino, não se sabe bem o motivo, tendem a se juntar ou casar com malas sem alça – Aí que dó!
A explicação dos “entendidos” é: cada qual atrai seu complementar. Quem quer um certinho na sua vida que se denuncie...

CABEÇA DE FERRO

Facilidade para aprender com naturalidade sem muito esforço; torna essa figura um objeto dos desejos, todo mundo na escola inveja essa característica – hoje são chamados de crianças índigo.
O que o diferencia do c.d.f é a naturalidade com que aprende, quando o outro precisa de um esforço redobrado.
Não chegam a ser gênios, talvez por isso mesmo, detém a chance de saírem-se muito bem na vida.

Ajoelhou tem que rezar! – Matou tem que comer!
A evolução é meio parecida com a eclesiástica lei da selva.
Ninguém mandou progredir e avançar mais do que os outros:
Tudo na vida tem um preço; se não usam a cabeça enferrujam fácil, tornando-se portadores de Alzheimer e outras doenças de falta de uso dos talentos já conquistados.

O GÊNIO

Essas peças raras costumam resolver tudo com tanta facilidade; e se tornam tão diferentes da maioria que costumam isolar-se ou serem isolados.
Todo mundo é tão despreparado psicologicamente para ser gênio ou lidar com um; que parte deles desenvolve problemas psiquiátricos.
Para a maioria dos normais; gênios são pessoas para serem admiradas á distância, bem á distância; conviver com uma delas; ninguém normal “merece” – pois, é encrenca na certa.

O PALHUDO

O desejo de ser grande transforma o mentiroso compulsivo numa figura caricata.
Tudo ele sabe; tudo ele já fez.
Tudo dele é melhor, maior, mais caro, mais difícil de encontrar.
Breve torna-se um desacreditado, mas no fundo é um cara “legal” que todos toleram; pois, suas palhas são apenas contar vantagem e suprir seu sentimento de menos valia e de inferioridade - raramente prejudicam alguém intencionalmente – no fundo são boa gente problemática.
Mudar esse marca pessoal torna-se muito complicado e difícil, pois as pessoas não conseguem acreditar em quase nada do que ele diz.
É natural que as coisas não corram muito bem para ele, já que a mentira tem pernas curtas; e quase sempre esse tipo leva uma vida medíocre até o fim de seus dias.
Palhudos vivem se queixando de cansaço – pois sustentar uma palha atrás da outra, dá uma canseira danada.
Costumam morrer na “palha financeira”.

O ENCRENQUEIRO

Há pessoas que tem o dom de criar confusão até onde não é possível.

Alguns assumem as encrencas; mas a maior parte deles arruma encrenca e puxa o carro.
Eles são muito ligeiros; tiram o seu da reta e deixam sobrar para os outros, mais lerdos.

Amado ou odiado o encrenqueiro não consegue deixar de colecionar desafetos por onde passa.

Esse nó cego de nascença costuma andar sempre enrolado. Pois cria encrenca de forma compulsiva mesmo que não queira; em todos os lugares onde se encontre – todos os acontecimentos em que estiver envolvido geram confusão.
Na sala de aula o encrenqueiro costuma fazer parte da turma do fundão.

Amizade com eles só “en passant” – pois, caso contrário; nós pagamos o mico.

O PALHAÇO

Aquele que sente uma necessidade compulsiva para tornar-se o centro das atenções, lá no fundo costuma ser um sujeito triste, com muitos recalques.

Para quem tiver paciência de observar; não é difícil ver que por trás da máscara do palhaço sempre é possível encontrar uma pessoa muito humana e interessante; ou uma pessoa amarga e irascível na vida íntima.

Há palhaços e palhaços!
Alguns muito conscientes do papel a desempenhar – outros não.

O palhaço quase sempre é um mistério a ser desvendado.

Cuidado para não magoar um palhaço, pois essa pode ser uma atitude muito perigosa.

Na postura de vida:
Prefere situar-se no meio do ambiente onde faz seu palco.

No sentido pejorativo é o normal; o ser vivente: votante, pagante, contribuinte...

Ainda não se identificou?

Não?

Entâo:

Continua...

sábado, 22 de maio de 2010

RECORDAR É APRENDER - A ECOLOGIA DOS TIPOS DA ESCOLA - parte I

Antigamente os “pentelhos” da escola eram os “filhinhos de papai” os playbois, os donos do pedaço; depois veram os bady boys – Nesta época está na moda o bullying prá lá; bullying prá cá; enrustidos e assumidos.
Avanços e retrocessos nas relações humanas sempre houve.
Nossa brincar de pensar de hoje; é recordar as “peças raras” da infância e da juventude; o que pode tornar-se um divertido jogo – claro que, com a finalidade única de aprendizado íntimo; pois, a lei de causa e efeito joga bruto; cuspiu no prato que comeu; vai morrer de inanição cósmica ou comer com cuspe e tudo (sofrimento de todos os tipos) – mas, sempre sobra o temperinho do amor, a dieta do perdão...

Nossos amigos, adversários ou colegas de ontem:
Quem virou o que?
Quando?
Sabe o fulano?

Será que o sistema ecológico humano sempre foi assim; tão caótico; mas, tão divertido?

Amantes, amadores, doadores, parasitas, predadores, simbióticos, vampiros, sanguessugas; de lado - No sistema ecológico das salas de aula tem gente de todo tipo e para todos os gostos.

Ainda bem que cada um é cada um.
O ser humano não se repete.

Será?

Pois, ano vai, ano vem, e a turma da escola, na tipologia, não muda tanto assim.

Geração após geração; aparentemente, os tipos, com algumas mudanças continuam quase os mesmos.

Em cada época mudam os apetrechos, os adereços, os interesses, as coisas da moda e os objetos do desejo; mas, no fundo, as mudanças nos tipos humanos são poucas; e ficam apenas na casca dos acontecimentos.

No decorrer das nossas vidas apesar do treinamento e da instrução recebida; continuamos quase com o mesmo jeitão da época da escola.

Podemos nos esconder atrás de escrivaninhas, debaixo de uniformes, atrás de cargos ou títulos; não importa onde estejamos posicionados; nem como nos apresentamos no momento –
podemos até criar uma personalidade profissional, embora na intimidade, como seres viventes, continuemos quase os mesmos de antes.

Em toda turma de escola do maternal à universidade há aquelas “figurinhas carimbadas” (nós mesmos) que nos marcam e marcam época; e, nesta brincadeira de auto percepção; nós vamos tentar identificar; se, os tipos com quem convivemos continuam parecidos até hoje.

Outra parte da idéia é descobrir; com a rara honestidade; a caricatura que se tornou nossa marca registrada na escola – e o que viramos. Onde e no que mudei?

Entender a origem dos tipos humanos esquisitos, engraçados e até perigosos, parece muito difícil, mas não é, basta saber que, ao nascermos trazemos tendências, predisposições e impulsos; um esboço de personalidade (a carinha de nossa alma); a outra parte é a influência que recebemos do meio ambiente: educação, condições da vida em família, ação da cultura e da instrução; dos vestibulares e dos concursos para fp; e nos dias atuais a mídia exerce uma forte influência sobre os mais fracos de caráter, etc.

As ferramentas para perceber as diferenças entre uns e outros são simples; e estão á disposição de qualquer um:

Observar, pensar para quem deseja; estudar e praticar.

Nosso desejo com esta brincadeira não é fazer com que todo mundo vire psicólogo de fundo de quintal.
Mas que, manjar um tiquinho de psicologia humana ajuda a gente a se virar melhor na existência; isso ajuda e, ninguém pode negar.
Afinal conquistar um melhor padrão de qualidade de vida como pessoa exige conhecer e saber lidar um pouco com a pedagogia de valores.

Para não cansá-los! Chega de conversa!

Nesta primeira fase da brincadeira:

Vamos nos divertir ao relembrar resumidamente alguns tipos estilosos:

MARIA VAI COM AS OUTRAS

O Zé normal.
Esse “ser”; sempre foi o mais comum dos mortais.
Essa figura representa a maioria que gosta de ser conduzida, manipulada. O típico seguidor de pesquisas. Exemplo, em época de eleições que podem definir seu futuro; eles esperam as pesquisas para escolher seu candidato: o que está na frente...
São fiéis seguidores das coisas da moda. E têm uma preocupação exagerada com o que os outros pensam a seu respeito.
Os dessa “renca” fazem parte da turma que vive em cima do muro.

Costumam ser fiéis adeptos ou fazem parte de torcidas.
Precisam sentir-se parte da “manada humana”; dos sem opinião própria e pouco dotados de criatividade; normais.
Não importam se certo ou errado, ético ou não; adoram o slogan: se todo mundo faz, também faço; é normal.
Fazem de tudo para que sejam aceitas nos grupos ou nas panelinhas.
No decorrer da vida sempre terão grande dificuldade em mudar a postura pessoal ou profissional exceto quando indicada e aceita pela maioria.
No trabalho são os típicos funcionários padrão.
Dentre outras coisas, seguem a religião da maioria; adoram dietas milagrosas, exames sofisticados, cirurgias plásticas.
Quando em ambientes contraditórios pintam-se, tatuam-se, enchem-se de penduricalhos.
Resumindo são os normais; que quanto mais tentam se diferenciar; mais normais se tornam; pois copiam a tentativa de se diferenciar de seus modelos.

NÃO SABE SE VAI OU SE FICA

Filho de pais controladores e pouco diferenciados na capacidade de pensar.
O tipo indeciso em tudo é um inseguro por natureza de DNA físico ou de berço cultural; pois pergunta se: a lição está bonita; se o que deve dizer e como se comportar; até para se vestir é inseguro; daí que esperar por ele é um tormento, pois é capaz de levar meses para se arrumar e trocar de roupa; desce todas do armário e ainda aluga alguém da casa para saber se ficou bem ou não.
Convidar essa “peça” para algum programa ou atividade é passar raiva na certa; uma hora topa, mas logo a seguir diz que não vai poder ir.
Cair com um deles na mesma turma para trabalho em grupo é um saco.
Outra característica é que sempre que se posiciona no espaço físico do grupo procura o meio.
Sua insegurança e o medo do julgamento dos outros é mais forte do que no tipo “maria vai com as outras”.

Quando consegue se libertar da preocupação do que os outros pensam dele costuma deslanchar na vida e até deixa de votar em branco nas eleições ou naqueles que estão na frente nas pesquisas.

NÃO CHEIRA NEM FEDE

Tem pessoas que conseguem passar pela vida como uma “coisa” em que as pessoas não conseguem prestar muita atenção, nem que elas pendurem uma melancia no pescoço.
Esse é o tipo que nem consegue ser “maria vai com as outras”, até porque; quase ninguém os convida para participar de nada; exceto quando há da parte do outro um grande interesse em lucrar de alguma forma em cima da figura.
O não cheira nem fede não tem nada a ver com o tímido. Pois, o tímido passado o medo do que os outros pensam dele; e amenizado o orgulho de ser rejeitado; logo ele arruma uma turma; e o tímido até se destaca na criatividade e no desempenho; mas, para ele é complicado mudar de turma, quando for preciso.

Os amorfos cultivam um desejo secreto de serem notados e principalmente amados.
Mas, o medo da rejeição faz com que se isolem; mesmo quando resolvem se expor, pois ficam sempre, não com um, mas com os dois pés atrás.
Quando resolvem mudar a postura pode tornar-se temporariamente o oposto: verdadeiras “loucas”.
Também fazem parte do grupo intermediário, e nunca conseguem sentar na frente nem no fundo da sala; são adeptos da turma do meião.
Quando adultos tornam-se os desaparecidos das listas dos encontros de ex-alunos, alguns são dados como mortos: - Lembra do fulano? - Lembro – Onde será que ele anda? – Não sei; parece que não sei quem disse que ele morreu.

Quando candidatos fazem parte daquela eterna turma onde só aparece a foto de relance na propaganda na TV.
Eternos coadjuvantes de tudo.

Vai pensando em que grupo você se enquadra.

Continua.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O CAVALO E O BURRO.

O cavalo e o burro
Adaptação da adaptação de Monteiro Lobato.
Era época de eleição no reino da bicharada. Dois amigos eleitores o cavalo e o burro iam votar no mesmo candidato e no mesmo partido, seguiam juntos para a cidade.
O cavalo contente da vida, relinchando sem motivo; com uma carga de trabalho de quatro arrobas apenas; e isso, após um feriadão prolongado e esticado pelas mordomias e direitos acumulados. Já o burro — Coitado! Gemendo sob o peso de oito; fora as horas extras trabalhadas no feriadão prá poder pagar o carnê das casas bahia.
Em certo ponto, o burro parou e disse:
— Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.
O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
— Ingênuo! Qual é mano? - Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo? Sou um muar concursado; eu me tornei alazão com direito a mordomias – Tá doido cara?
O burro gemeu:
— Egoísta, Lembre-se que se eu for prá caixa; pro INSS ou morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha; prá continuar com suas mordomias.
O cavalo continuou tirando uma de novo, e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta. Vai prá caixa e depois pro INSS com doença incapacitante.
Chegam os tropeiros do FMI, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade – cortam todas as mordomias e as vagabundagens.
— Bem feito! Exclamou o papagaio argentino. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso?
Tome! Gema dobrado agora; em 2011; 2012…