sábado, 8 de maio de 2010

SOMOS O QUE COMEMOS - EDUCAÇÃO ALIMENTAR

Educação é tudo...
É a construção do ser humano...

Doença é falta de educação.
Roubo, assassinato, agressão é falta de educação.
Falta de alimento e fome é falta de educação.
Explorar o próximo é falta de educação.
Ser explorado também é falta de educação.
Legislar em interesse próprio é falta de educação.
Estresse, depressão, angustia existencial, pânico, tudo isso é apenas falta de educação.
Trair a relação afetiva é falta de educação.

Será que toda e qualquer situação de sofrimento do homem é falta de educação?

Como avaliar a qualidade da educação de uma pessoa?
Através do conjunto de suas atitudes e hábitos – dentre elas, como e de que forma a pessoa se alimenta.
“Somos o que comemos”: pode-se acrescentar também, o que, como, e o quanto comemos, à medida que deixamos de fazê-lo e passamos a nos alimentar progredimos: ao ponderar que o excesso de alimento que dana nossa saúde pode ser repassado a outro que não tem acesso a ele, assim, nos tornamos mais saudáveis e éticos.

Observando uma criança comendo é possível também avaliar a qualidade de seus pais; tanto como pessoa quanto como educadores. Exemplo, a popular desculpa da pressa da vida moderna e da falta de tempo para preparar alimentos mais saudáveis; no fundo é um esconderijo da preguiça.

Prestar atenção ás falas do dia a dia pode ser muito útil:

- Meu filho não come verduras! - O meu detesta frutas! - Legumes? Nem pensar! - Não sei mais o que fazer para essa criatura comer!
- Sinceramente não sei como essa criança consegue parar em pé, ela não come nada!
- Meu neto é uma beleza, não tem esse problema, parece “lima nova” traça tudo que aparece pela frente! - se deixar ele come o dia inteiro!...
Conversa de mãe e de avó em qualquer lugar onde possam trocar figurinhas a respeito dos filhos. Principalmente na sala de espera dos pediatras.

Educação alimentar parece um bicho de sete cabeças capaz de engolir as boas intenções dos pais em educar os filhos.

Comer qualquer um come; até sem fome. Aprender a se alimentar já exige melhor qualidade humana. Evidente que a atitude mais inteligente seria começar certo; mas, a maioria de nós só desperta para a educação alimentar depois de criado um problema; daí vira reeducação, reforma – sempre sai mais caro reformar do que construir direito.
Antes de se tentar mudar os hábitos alimentares é preciso rever alguns conceitos. Pois, fixar conceitos e mantê-los em épocas de grandes mudanças como na atualidade é um risco para a qualidade de vida e até para a própria sobrevivência dos teimosos e dos que pensam pouco.

Aprender a buscar comida para manter-se vivo é um artifício natural para o progresso das espécies.
Faz parte do chamado instinto de sobrevivência. Para o animal é fácil, cada espécie sabe o que comer, quando e quanto, sem ninguém precisar ensinar. Para o homem a situação complicou-se com a capacidade de pensar e de escolher, a tal da liberdade ou livre arbítrio tornou-se um sério problema para quem tem preguiça de pensar e má vontade em reformar hábitos.

Por que mudar o costume?
Antigamente o ato de se alimentar envolvia poucos riscos, o maior problema era não ter o que comer. Se as opções são restritas a chance de errar é bem menor, tudo é mais fácil quando as opções são poucas e localizadas, e quando cada coisa tem a sua época certa, naturalmente. A qualidade humana para resolver situações desse tipo não precisa ser lá essas coisas, basta esticar o braço e colocar na boca o que está á mão e pronto. Hoje, a situação é bem diferente há milhares de opções cada uma mais atraente e perigosa do que as outras.
Daqui á frente a seleção natural vai estar com a corda toda; quem não quiser pensar que se cuide, vai transformar seu corpo numa lata de lixo químico.

Não custa nada revisar alguns conceitos sobre educação alimentar:

FALTA DE APETITE
Pouca fome ou muita fome é um conceito subjetivo e pessoal. Quando o adulto fala a respeito do apetite da criança, a maior parte das vezes está se projetando nela; medindo-a com a régua da sua própria fome e dos chavões culturais que recebeu e, incorporou ao seu sistema de crenças sobre o ato de alimentar-se. Exemplo, pais gulosos ou comilões representam um sério perigo para uma educação alimentar infantil de boa qualidade.

ANOREXIA
A ausência total de fome é comum na criança que vive um momento de doença febril ou um distúrbio digestivo grave.
Nesse caso, o desaparecimento da fome é um mecanismo automático, instintivo de sobrevivência e de defesa contra a doença. Principalmente contra a imposição que o adulto lhe faz da comida, como se o ato de comer e em grande quantidade fosse condição essencial de saúde e de vida.

Na vigência da doença o corpo da criança está tentado se recuperar concentrando suas defesas orgânicas para tentar resolver um problema momentâneo e localizado. Para tanto, a digestão deve ser interrompida temporariamente para facilitar o processo de recuperação.
Como um paradoxo, muitas vezes na doença febril uma das importantes causas primárias que possibilitaram a infecção foi o excesso de toxinas resultantes da dieta inadequada e excessiva, que o corpo da criança não foi capaz de eliminar pelas fezes, suor e urina. O mecanismo da febre tem como uma de suas importantes funções, além de ativar o sistema imunológico, neutralizar o excesso de toxinas (“queimar”); que põe o corpo em perigo. Doenças febris repetitivas; dentre outras coisas, sinalizam a necessidade de revisar a dieta.
O estilo de vida atual cria desastres como a anorexia mórbida que resulta dum choque de paradoxos: criança bela e vencedora é a gordinha – adulto belo e vencedor são os magros; nesse distúrbio cultural quem sofre mais são as mulheres.




APETITE SELETIVO
Simpatia e aversão a determinados alimentos é natural, e ás vezes até um problema de nascença.
A origem mais comum do apetite seletivo na maior parte das crianças enjoadas para comer: gosto disto; odeio comer aquilo; é decorrente dos seguidos episódios da anorexia das doenças febris não respeitados pelo adulto; pois, quando o apetite da criança some os pais ficam inconformados e desesperados; daí, eles partem para as guloseimas e o que a criança gosta. Há um fundo cultural capaz de justificar, apenas em parte, esse erro grosseiro, disseram para essas pessoas e elas acreditaram que, se a criança não come não vai sarar e pode até morrer; no entanto durante os primeiros anos de vida da criança, isso vai se repetir seguidas vezes e mesmo assim as pessoas não querem livrar-se dessa cultura da comilança; nem perceber nem aprender com as lições do cotidiano.
Na recusa ao alimento normal do cardápio da criança oferecem todo tipo de tranqueira. Para o adulto desprevenido não importa o que a criança coma, interessa apenas que coma alguma coisa.

Outro componente importante na formação de hábito alimentar seletivo é a falta de qualidade do pensar do adulto que só prepara e oferece o que a criança gosta. O desastre existencial é fantástico; essas crianças tornam-se pessoas ortodoxas demais; que não ousam experimentar o novo; e correm o risco de levar uma existência medíocre em todos os sentidos.
Apenas para aprender; selecionem uma pessoa conhecida que come sempre a mesma coisa; que não experimenta nada diferente – vida amorosa pobre; vida profissional medíocre; pois, aprendeu a vida toda a fechar portas e não a abri-las ao novo...

Infelizmente a maioria de nós vai precisar reciclar os hábitos de alimentação depois de adultos; e não raro; á força – espremidos por uma contingência ou doença.

Mas, na nossa eterna vida nunca é tarde para começar nada – quando encaramos cada nova situação como um novo desafio de aprendizado.

O que fazer?

De forma resumida:
Numa primeira fase de progresso “sentimos” os alimentos que nos fazem mal; depois, os que nos fazem bem; a seguir os que nos ajudam a pensar com mais clareza; depois os que nos trazem sensação de plenitude espiritual por serem mais desmaterializados. Nossa dieta espelha o grau de evolução: ancorados no plano físico mais grosseiro necessitamos de alimentos mais “pesados”; ao avançar, as necessidades diminuem em quantidade e melhoram em qualidade.

Além disso:
A dieta pode ser usada como exercício de força de vontade; pois ao a ajustarmos precisamos fazer pequenas “renúncias” diárias fortalecendo-a ao perseverar.
Qual a dieta ideal?
Conforme colocaremos na palestra do feriado de junho em Curitiba:
“A dieta ideal ou a do Apóstolo Paulo” permite comer de tudo; a inteligência é que mostra se devemos ou não; conduzida pela razão torna-se simples, ecologicamente correta e justa; desenvolve a humildade, pois quem a busca sem estar doente reconhece a perda de um estado de saúde orgânica, estético ou mental. Dentre outras coisas bem mais relacionadas ao simples estado físico de saúde ou doença.
Aprender a se alimentar implica na percepção energética do universo e ajuda a abandonar a visão de mundo puramente material; o ato de alimentar-se pode adquirir um significado transcendental; pois alimento é vida e se a recebo da natureza como retribuo?

A simples atitude de questionar-se ao receber o alimento pode oferecer um novo sentido para muitas vidas.

Alimentar-se também é aprender e praticar ecologia e ética; é saber receber e trocar; e, não apenas enfiar alimento “goela abaixo”; a energia tem que fluir para que exista vida e, é preciso manter aberto o circuito executando trocas, pois quem o mantém fechado retém o excesso que não flui, engorda, adoece ou morre; na verdade receber funde-se com entregar, passar adiante o que não é nosso e, reter naquele momento o que não é próprio cria doenças e morte. O conceito de amar ao próximo como a si mesmo (Jesus) é na realidade um conceito de recebimento-troca na sua pureza energética plena, até no ato de comer.
Mas, como repassar as verdades da vida aos comedores de chip?

A vida em si é um infindável recurso pedagógico. Quer se conhecer analise friamente seus hábitos de alimentação.

Quer saber como será a vida com seu novo amor?
Preste atenção ao que ele come; á maneira como o faz – e Bingo!
Já dá prá saber o que esperar dessa amada criatura.
Só gosta de comer tranqueiras – cuidado; pois, o efeito espelho da nossa personalidade na dieta é vero.

NA VIDA SÓ NÃO APRENDE QUEM NÃO QUER.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CONTOS DE FADA PARA PAIS: JÕAZINHO E MARIA

DONA MÍDIA A BRUXA MALVADA

Era uma vez...

CONTOS DE FADA PARA PAIS MODERNOSOS

Num mundo chamado Mitolândia viviam na periferia de uma cidade chamada Modernidade uma família: paidrasto, mãedrasta, seus dois filhos: Joãozinho e Maria; e o resto da parentela.

O paidrasto vivia tão ocupado em ganhar dinheiro para manter os desejos da mãedrasta que raramente via os filhos. Um típico pai morto-vivo; pai vivo de filhos órfãos.

A mãedrasta vivia fazendo planos de consumir de tudo; e de aparentar mais do que era possível para se tornar a rainha do consumo e alcançar seu maior sonho: aparecer na TV no horário nobre; e tentava afastar para o trabalho o saudoso pai de conviver com seus filhos na melhor idade deles; ele havia sonhado tanto com isso; mas, ela na calada da noite sempre o convencia; isso, não passava despercebido, das crianças como forma de domínio.

Para alcançar seu intento ela bolou um plano: colocar as crianças na escola em período integral, para poder passar mais horas de frente á TV e aprender todas as manhas para realizar seu sonho – e empanturrar a dispensa com todo tipo de produtos práticos como exige a vida moderna; claro que com marcas de grife; quando estão em promoção no SM.

Mesmo que de forma subconsciente Joãozinho e Maria perceberam suas intenções e passaram a ficar doentes para afastá-la da TV.
Ela era obrigada a levá-los ao médico; e, ficava de “castigo” a cuidar deles durante um ou dois dias – mas, durava pouco; pois, suas febres e tosses, apenas, deixavam-na ainda mais irritada e TPMnoíca.

Joãozinho e Maria aprenderam a cuspir o remédio ou até a vomitar; mas não deu certo, pois depois vinha a injeção.

Nos finais de semana em que podiam ficar com ela e com o pai; sempre arrumava um programa para mandar para longe as crianças, cada vê mais mal cuidadas.

Até que entregou a guarda delas a uma bruxa malvada que adora devorar crianças muito, muito gordinhas:

A bruxa malvada, que na sua casa habita o aparelho de TV: a Dona Mídia.

Ela mora num castelo com telhado de chocolate; as pedras do jardim são de biscoito recheado; tem um chafariz de yogurte com sabor imitação de frutas; tudo é muito colorido – o sofá é feito de miojo e o travesseiro de algodão doce; os banhos são de refrigerante, cremes dentais comíveis que envenenam o organismo preparando terreno para as alergias com todas as suas ites, etc.

A bruxa que tudo construiu para atrair as criancinhas e depois devorá-las está cada vez mais feliz com suas perspectivas de lucro; pois conta como sócios o vô e a vó das suas vítimas; além da medicina que ajuda na engorda com vitaminas e corticóides – mal sabe ela que vai ter que fazer regime; pois, não vai conseguir comer tantos milhões de crianças obesas, pé na cova.
Ela vai precisar pedir ajuda e fazer uma empresa holding com a indústria farmacêutica e outras para desencarnar essa turma aos poucos; para não matar a galinha dos ovos de ouro: as cobaias.

Porém:

Nem ela nem a sociedade de Mitolândia e seus governantes contavam com a astúcia da azulada geração nova de crianças – não adiantou tentar chipá-las com chips de sabor e de odor (fedor) imitação de qualquer coisa; elas trocam todas as drogas comestíveis por uma cenoura, brócolis, couve-flor, maçã, banana tomate (sem agrotóxico). Detestam carne e não comem nem bebem nada que venha da soja.

Essas crianças estilo João e Maria estão nascendo aos montes e aprendendo a conviver com uma mãe que toma remédio prá dormir e para não ter peripake; com um pai que precisa de droga aditiva para pegar no tranco; com irmãos pé na cova por estarem sob o domínio da bruxa malvada que vai matá-los de enfarte, diabetes, obesidade mórbida, AVC; etc.

Essa turma mais avançada em soberania emocional e mais inteligente; vai sofrer o efeito da saudade; dar uma boa choradinha básica; e bola prá frente que ai vem gente muito mais evoluída.

Para os que se foram um abraço – E, por favor; a fila de retorno é do outro lado...

sábado, 17 de abril de 2010

O TODO PODEROSO MANO

O VOTO É MEU; VOTO EM QUEM QUISER!
O TIME É MEU; CONVOCO QUEM EU QUISER!
DEPOIS:
A CULPA É MINHA; EU A PONHO EM QUEM QUISER?

Desastres íntimos e familiares; crises nas instituições; pedofilia em alta em esferas pouco acessadas; embora sempre imaginadas; mas, nunca confirmadas e que vão destruir instituições milenares; novas epidemias estranhas; enchentes; deslizamentos; terremotos e perdas de títulos futebolísticos á parte; todos os desastres do cotidiano merecem nossa atenção – Mas, entre nós; depois da provavelmente já perdida, antes de começar, copa do mundo de futebol; o evento mais importante do ano é a eleição; pois, ela pode determinar a qualidade de nosso futuro e até a continuidade do mesmo; se elegermos exterminadores do futuro que apenas querem explorar os recursos coletivos em benefício próprio e de sua prole; usando os manos do eleitorado.

É urgente parar de brincar de escolher sem discutir.
– Pois, discutir não é chegar á “via de fato” com o jogador ou com a torcida adversária; e muito menos impor nossos pontos de vista ou convicções – é trocar idéias, compartilhar visões de mundo com civilidade e respeito nas atividades do dia a dia. Mas, como trocar idéias com quem não as possui? – Essa tentativa vira domínio ou esmola ou guerra pelo poder.

Sou apenas um simples jogador de futebol! – desculpa-se o réu confesso.
Não sabia que isso é crime! – Afinal, em nosso meio é tão comum.

Ou a sociedade amadurece ou apodrece:

Ao gerar disputas tão inúteis quanto sem sentido na justiça: Ele me chamou de macaco só porque sou negão! – Mas, Dr. Ele chamou minha mãe de puta e disse que minha irmã era uma xupadora de rola! – Foi ele quem começou; eu só me defendi! – Não foi ele! E chegam as testemunhas que nunca viram a briga e mentem prá cacete só prá aliviar a barra dos amigos.
Muita porcaria rolou na mídia; muito tempo se perdeu; muita gente ficou dodói de raiva – até que chegue um juiz sensato apazigúe tudo:
“Meu filho descaracterize sua queixa – Está comprovado que o senhor não é macaco; é um cidadão que sabe ler e escrever tem RG, CPF e título de eleitor – seu adversário já entendeu que sua mãe não era puta; apenas uma profissional do sexo e sua Irmã uma admiradora do sex appeal - vamos deixar como está prá ver como fica – cidadão, vai; lá no campo e ganha desses porcos!”
Claro que esse é um juiz fictício (torcedor de um clube adversário); mas, um cara bem realista, escolado e quem sabe até sábio.
- Vamos fazer um acordo?
- Tá bem; disse o réu, confesso que macaco foi uma palavra forte pra´um cara coitadinho que só tem 20 anos! – E daí; o que vai rolar como pena? – Nesse caso; é melhor deixar por isso mesmo; e comer uma pizza prá fazer as pazes; pois amanhã podem ser colegas de time ou de partido (pois, o passe sempre está á venda) – tal e qual os caras fazem nos congressos e câmaras de todos os tipos – claro que com as devidas ressalvas; pois nas brigas comunitárias não está em jogo apenas o venerando direito ao respeito que todos merecemos e á grana que nos mantém no dia a dia – mas, vida e morte de sonhos e até de vida mesmo de milhares e até milhões de eleitores.

Mas – mudando de assunto; o amigo já tem candidato prás próximas eleições?

Se; com vinte aninhos de idade, como boleiro; é possível a um inexperiente jovem criar traumas pro resto da vida – o que dizer dos que são estuprados pela própria família e que vivem jogados parar o joio do trigo na política?

Nossa cínica sociedade vai pagar um preço caro demais:
- Ainda não foi assaltado hoje?

O conserto da sociedade pode começar na arte da política:

Se começarmos desde já; dá tempo de selecionar as falas dos candidatos e analisar seus currículos – separar o joio do trigo – sabe o que quer dizer isso? – Joio e trigo são idênticos na aparência; a diferença é que um dá frutos e o outro não produz nada – quem escolher um candidato joio está “roubando” da lavoura comunitária, espaço, tempo e recursos.

É importante analisar o currículo dos candidatos?

– Claro; experimente ir atrás de um emprego – Qual a primeira coisa que te pedem: - Currículo e experiência – Qual a diferença? – Os candidatos a nos representar são nossos funcionários; e para que desempenhem bem devem ser escolhidos com inteligência; caso contrário; pode até configurar apadrinhamento ou formação de quadrilha; tão bem representados na atualidade pelos todo poderosos dos partidos e torcidas organizadas.
Se quiser um “bom emprego” evite falar o “idioma manes” na vida “privada”; na pública nem tanto; pois, em certas áreas quanto mais manes melhor.

Como fazer?
Como votar bem?

Para escolher os candidatos não é preciso prática nem habilidade; apenas um mínimo de QI e bom senso; mesmo que pareça um desses testes de múltipla escolha – para os mais retardados envolve apenas sim ou não; fulano ou beltrano.

- O que fazer; se sou um simples Mané; se não sei direito a resposta; se não domino o assunto?
– Comece excluindo as respostas absurdas; no caso da escolha dos políticos elimine primeiro os de ficha suja; não importa se tenham sido julgados; e em que instância for; e, se foram já condenados ou não – confie nos ditados populares: onde há fumaça há fogo – na dúvida analise seu currículo de serviços prestados á comunidade – numa segunda fase observe seus propósitos; exija debates; evite a lavagem cerebral: não vá a comícios para ouvir músicas e jingles; que são preparadas apenas para embotar tua pobre mente; apenas deixe os caras falando a sós – exija discussões; não abra mão de questionar nem de resolver suas dúvidas.
- Pelo amor a Deus e a si mesmo e a nós todos; não banque a criança teimosa não vote em manos da mídia ou da música – e se forem mulheres; pelo amor de deus não ponha o assento no bundão do currículo ou na bíblia debaixo do braço.

Pare com a babaquice dos todo poderosos manos da política nacional – não importa a que agremiação política pertença:

EHH! OOOH! – T EH!OOO...
Escolha minha, problema meu!
Escolha sua problema seu!

Pois, quando nos interessa, em determinados momentos, costumamos levar a responsabilidade relativa ás escolhas ao pé da letra, de forma egoísta e até simplória – xulezenta; fedida; não arejada pelos ventos da inteligência.

Tudo errado:
Escolha minha é problema ou solução para todos.

Nosso assunto pré-eleitoral é discutir essa questão, dentro do contexto da interatividade; pois gostemos, queiramos ou não, o problema de um torna-se relativamente o problema de todos, inexoravelmente; não importa para quem torçamos.
Se na qualidade de mano na arte de votar; eu voto errado e milhões me acompanham; daí, eu ferro com a vida de todo mundo.

No que prestar atenção?
Em coisas simples como: se quer viver de esmolas – eu não te darei mais esmolas; nem bolsas que tapam o sol com a peneira; mas não resolvem nada. Tua vida não vale nada – mas, a minha vale e muito!

Eleitor que pode fazer a diferença:
Se tu queres um futuro – não sejas um exterminador do futuro – guloso – hipócrita e imbecil que vai deixar a luta entre manos e irmãos de fato; para seus miseráveis descendentes (em valores de ética cósmica).

Se podes atuar - Não sejas omisso! – Põe na tua cabeça que:

Não há como deixar de escolher.

Pois a partir do instante em que passamos a pensar de forma contínua é impossível parar de fazê-las.

Mesmo que não pareça; pensamos vinte e quatro horas todos os dias, até dormindo; em conseqüência disso, optamos o tempo todo, mesmo durante o sono.

Até a atitude de não escolher é uma opção: a de não escolher.

Votar em branco ou anular o voto é coisa de mano cósmico.
No caso de estupidez como os big broder da vida; na linguagem manes – ignorar é a melhora saída; até para não se contaminar do vírus da imbecilidade disseminado nas escolas e principalmente nas universidades deste rincão de Gaia.
Mas em se tratando de seu presente e futuro: eleição de quem vai determinar onde aplicar os recursos da coletividade - não seja estúpido; não vote em branco nem anule seu voto.

Ao nos negarmos o direito e o dever de optar entre um candidato e outro; entre um partido e outro; deixamos o caminho livre para que outros o façam por nós e, nos entregamos passivamente ás conseqüências: depressão; pânico; morrer de raiva; sonegar; pedir esmolas; viver de bolsas enquanto outros embolsam.
Pior é quando impomos aos outros ou os deixamos acuados e sem opção; estamos assumindo compromissos penosos para o futuro; mesmo que eles um dia nos perdoem – ser perdoado é um bolo fétido (nada a ver ou tudo a ver com Belo Monte – de interesses escusos); comida amarga e azeda – perdoar é um passo á frente; mas, até o perdão tem limites – também chamado de fases evolutivas - ou o “saco de Deus” – vivemos uma fase em que o saco de Deus está no limite: ou faz ou faz; ou muda ou muda...

Discernir é a arte de escolher com raciocínio, antevendo os possíveis efeitos das opções.

Essa seria a principal função da escola: ensinar a pensar – mas, como ensinar o que desconhecemos? – Mestres que vivem quase que apenas em função de se “aposentar” com ganhos oriundos de vantagens adquiridas sem mérito próprio; o que essas criaturas eleitoras podem oferecer aos seus pupilos futuros eleitores ou candidatos a representá-los?

Na hora de escolher nossos representantes; como todas as outras, essa arte, apenas se desenvolve com a prática.
Vote.
– Mas antes participe de debates; vá ás ruas; exponha-se; com ou sem cara pintada; pois, isso é mero marketing – como foram alguns dos covardes e aproveitadores que mamam ás nossas custas (do erário) apenas por que ousaram lutar (só em palavras ou desenhos ou coisa nenhuma) contra uma ditadura; pintaram a cara para rodar as bolsinhas – Quem consegue relatar um desses apaniguados que nos custam muito caro terem rechaçado essa mamata; ou seus inócuos descendentes? – Sem cometer injustiças; muitos desses meus heróis do passado poderiam ter sido pessoas muito ricas (raros); mas, se não fosse a coragem de contraditar o que teriam virado? – Vaquinhas de presépio de suas próprias condições de vida e de tarefa existencial – como a maioria de seus contemporâneos – nós e nossos pais e filhos.
Malditos sejam os fantoches de ontem que hoje estão na vida pública até como candidatos a maiorais na escala do poder; e de outros que hoje se locupleteiam do fato de terem sido considerados rebeldes na sua época.
– Mas fica a questão: com os rebeldes e os pseudo de ontem; ainda dá para pagar a conta – Porém, o que fazer com os rebeldes de hoje que se tornam surdos pela música estridente e sem conteúdo; pintados, rabiscados com escrivinhações tão sem sentido quanto estúpidas?
Serão cancerosos a serem eliminados do corpo humanidade?
– Serão aposentados com gordas somas em comparação com a maioria – só porque são idiotas? - Quem vai bancar a conta? – Ets? – Deus?

Como evolução, em tese, significa eliminar estupidez; e fugindo do que vem pela frente nos próximos anos para anestesiar é melhor ir usando o artifício dos novos crentes sem raciocínio: melhor jogar nas costas de Deus: Deus é que sabe!

Quem não usa o livre arbítrio de fio a pavio nunca será capaz de desenvolver a capacidade de discernir; nem sabedoria; mesmo saturado de conhecimento e teorias.

Caro eleitor; neste ano de eleições sem partidarismo nem candidatos; é disso que trataremos aqui...

De liberdade e de escolhas.
E, suas conseqüências nas nossas vidas e na dos outros.

Estamos aqui interagindo – não como manos. – pois, você é você e eu sou eu. Aparentemente nada temos a ver um com o outro, provavelmente nem nos conheçamos; mas: estamos conectados eu e você, numa rede cósmica; interdependemos; quer gostemos ou não.
Estamos ligados mesmo não nos conhecendo, mesmo um não sabendo da existência do outro. Eu te afeto e você me afeta. Se tu estás alegre tua alegria me alcança, tua tristeza também; queiras ou não; queira eu ou não. Claro que ainda quase nunca ou nem sempre; pois, como “manos adversários” quando você se ferra eu adoro e quando eu sofro ocê se delicia.
Isso é um fato, uma realidade.

É verdade que somos seres diversos; porém fazemos parte de uma unidade: a humanidade, por isso, não faz diferença, o nosso querer ou não, interferir um com o outro, isso é lei; o que podemos fazer é analisar e escolher a forma como nos afetamos uns aos outros; de forma leve ou intensa, triste ou alegre?
– Voltando ao assunto: Em quem vamos votar na próxima eleição para nos representar?

“Somos todos um”.

Temos a mesma origem na imensidão do universo, somos parte de uma fantástica conexão estelar. E, daqui em diante nós dois na condição de candidatos e eleitores; nós nos afetamos ainda mais fortemente, pois estamos nos descobrindo e criando um vínculo, um laço mais apertado, mesmo que nosso diálogo seja virtual. Neste momento estamos unidos, ligados por idéias e sentimentos e, quer concordemos ou não continuamos conectados pelo que aqui está impresso.
Mesmo que feche não saiba nem queira ler e foque sua atenção em outras coisas, em outros fatos, a ligação persiste via Internet natural
É como se estivéssemos frente a frente.
Entendeu?
Provavelmente sim. Mas talvez não tenha compreendido. Raciocinou, mas possivelmente não sentiu, não incorporou esse conhecimento aos sentimentos e às atitudes diárias. Isso, ainda não importa no momento. Apenas lembre-se que compreender é pensar, sentir e agir ao mesmo tempo.

Para que esse conceito de conexão/interatividade fique mais claro, vamos nos aproximar mais, vamos focalizar o seu mais estreito laço humano, o de família, em especial a relação mãe/filho.

Mesmo que no calor do jogo ou da eleição; no desejo de ganhar a qualquer preço e custo o outro mano te chame de filho da puta – você sabe que não é.

Mãe; é um ser ilibado e puro – pois, ofertar parte do seu corpo, psiquismo e aura para nos dar a oportunidade de votar direito na eleição da vida não tem preço – Tem sim: gratidão eterna
Mesmo que ela tenha tentado te abortar; jogar na lata de lixo; colocar como aviãozinho do tráfico ou te usado para qualquer coisa.
Nada disso importa: ela fez apenas por amor – cada um de nós tem um jeito possível de amar.
Observe como você e sua mãe possuem uma ligação muito forte, se está triste mesmo que ela não saiba, não importa a distância que os separe no momento, ela sente; não sabe, mas sente. Quantas vezes não tenta esconder uma tristeza e, é bombardeado com insistentes questionamentos: O que aconteceu? Porque está triste meu filho? Não adianta negar, ela ainda não sabe, mas sente. Como pode ser explicado isso. Será instinto materno? Parece mágica, mas não é; pode ser mensurável, questão de ondas, vibrações, freqüência, sintonia e conexão.
Além disso; de serem interativas e estarem sempre em conexão, as nossas relações são eternas.
Eternas?
Que maravilha!
Para sempre?
Que horror!
A eternidade não será uma ilusão? Ou será uma convenção partidária ou paritária para um tempo que ainda não pode nem precisa ser medido?
A eternidade também é um relativo paradoxo.
Pois: que maravilha, em certos momentos imaginar estar eternamente com aqueles que consideramos nossa cara metade; mas por outro lado, que horror só em pensar ficar ao lado, por um tempo que não tem fim, de certas criaturas que consideramos nossos algozes; que imaginamos sejam a causa única e maior de nosso sofrer.
Tranqüilizemo-nos, pois como tudo é relativo, o conceito de eternidade também é.
Ufa! Que alívio!

Votar certo; é amar o próximo como a si mesmo; é sintonizar com o outro em harmonia.

Amor e desamor não são apenas sentimentos; são freqüências diferentes de uma mesma energia, e que podemos passar de uma a outra quando seja da nossa vontade e possibilidades já desenvolvidas.
O que modifica a percepção do conceito de eternidade são a intensidade e a qualidade das relações que criamos. Então, o melhor a fazer é aprendermos a nos amar sem maneísmos nem maniequismos; sem partidarismo e sem parasitismo concursado.

Sintonia e atração.

Cada um vota no mano que é a sua cara.
Atraímos e somos atraídos por pessoas; junto ás quais fizemos escolhas, num passado distante ou mais recente seja por atração de interesses éticos, escusos; ou burrice.
A forma é que pode variar: a sintonia pode ser ativa (identificação com a forma de ser do candidato: tipo: ladrão que rouba ladrão) ou passiva via mídia de ação rápida.
Isso, não é novidade, esses conceitos são nossos velhos conhecidos, embora ás vezes; quando em sofrer não os compreendamos; ou fingimos que; não – coisas básicas; do tipo: estarmos morrendo numa fila de atendimento médico e soltarmos os cachorros em cima dos nossos iguais – daqueles que elegemos ou precisando de um documento que o burrocrata concursado faz questão de seguir ao pé da letra suas obrigações e direitos...

DE ONDE VIRÁ O CONHECIMENTO PARA VOTAR CERTO?

De muitas experiências e muitos mestres; sempre somos intuídos; sempre nos assopraram no ouvido da alma; em muitas línguas e nas mais diferentes situações, considerações deste tipo:

Faz silêncio dentro de ti, respira fundo, abre a mente e o coração, pára e pensa, faz isso, com muito carinho, pois podes mudar o teu mundo íntimo e afetar o destino de toda a humanidade.

Não importa se muito, pouco; ou nada; escolado.

Reflete: Hoje, aqui na Terra, tu és um prisioneiro desta dimensão da vida.
Estás preso, algemado às tuas próprias escolhas; e aos teus amigos; ou não, adversários; de ontem e de hoje.
Votos e escolhas que inúmeras vezes se transformaram em crimes contra as leis de progresso.

Não te esqueças que, vezes sem conta tanto na qualidade de candidato ao poder quanto de eleitor:

- Abusastes do direito de ser livre; e aprisionastes adversários.
- Malbaratastes os recursos da vida; dilapidando o erário público em benefício de herdeiros de um crime; que se aceito tornam-se motivo de pilhéria cósmica.
- Abortastes as próprias oportunidades e as de outros; como servidor público concursado; tu agiste como depositário infiel dos bens que te foram confiados, amores, filhos, pais, conhecimento, saúde, posses.
- Atenta para os agravantes perante a justiça íntima na qualidade de candidato ou eleitor: Detentor de conhecimento tu continuastes a agir como antes na pizzaria da vida pública. Mantivestes a ignorância ou fingistes de mano para tentar fugir das responsabilidades. Iludistes para poder dominar. Tu acusaste outros dos teus próprios crimes. Sem saída, assumistes os próprios erros; arrependido, tu imploraste misericórdia, e milhares de vezes tuas ofensas te foram perdoadas pelos eleitores; contudo, continuastes a agir como antes - a votar sempre nos mesmos - ou a candidatar-se de forma inútil e espúria. Reconduzido ao cárcere íntimo da dor: câncer, doenças e desastres familiares e pessoais; tu agiste como louco rebelde e agressor.

Entre nós não é preciso fazer “rairaquiri” (no dicionário manes).

Não te recrimines a ponto de desespero de tirar a própria vida:
Antes, observa os fatos atenuantes; mas sem querer inventar um novo sabor de pizza:
Vezes sem conta foste iludido por outros que te acenaram com uma libertação impossível sem a devida reparação (educação e cultura).
A ignorância verdadeira, embora seja rara, diminui a cobrança; que pode ser atenuada pela vontade sincera de se preparar para reparar.

Desejas a libertação? – Queres aprender a votar de forma correta?

É quase certo que a almejas; porém, somos prisioneiros da própria consciência; e o juiz do foro íntimo; esse, sempre executa a lei e, decide começar pela liberdade condicional.
Para te libertar do diabetes, do colesterol alto, da H1N1, do câncer; do filho usuário de crack; dos BBB da vida:
Em primeiro lugar fica ciente que tuas aventuras ou desventuras na arte de viver e de votar; teve a ajuda dos últimos que elegestes para teus mentores na arte de viver em comunidade; e que ao invés de te esclarecer através da educação (compartilhar vivências) te venderam informações (educação-instrução).
Se a desejas - começa libertando os que te ofenderam com o voto errado, inútil. Perdoa-os, libera-os, solta as algemas que te une a eles, pois ficarás com mais liberdade de ação para ir e vir e, começar a reparar teus erros como melhor te convier – mas, antes não te esqueças de, deletar; atirá-los na lixeira das próprias e antigas convicções do tipo: rouba; mas faz.

Votar certo; é aprender a amar a nós mesmos ao próximo e ao planeta.
Mas, embora o amor por si só, seja livre e responsável; não existe amor onde não há liberdade nem responsabilidade; pois quem ama cuida.

O que fiz eu para merecer esses candidatos e eleitores?

Por que aqui e com estes, indagas?

Quantas vezes nos perguntamos isso. Tanto nos bons quanto nos maus momentos de nossas vidas; principalmente nestes. Parece num primeiro momento uma charada indecifrável, mas não é. Gravitamos em torno dos vetores de forças que emitimos pelo nosso pensar, sentir, agir de ontem e de hoje. Quando pensamos, sentimos e agimos atuamos, interferimos na vida dos outros e em tudo que nos cerca.
Porque sempre fazemos questão de ignorar isso?
É sinal de inteligência responder, e anotar as respostas.

EM SE TRATANDO DE ELEGER AMORES, AMIGOS E CANDIDATOS

Tudo o que somos capazes de perceber; se resume a escolhas já feitas; e as ainda por fazer...

A solução para nossos casos de amor com a vida e, com Deus; mal resolvidos na arte de viver; sentir; amar; ser feliz; votar certo; assumir a responsabilidade de ser candidato a alguma coisa - está em fazemos silêncio dentro de nós para ouvir o diálogo entre nossa consciência e os seres que zelam por nós; para tornar a escolher de forma mais correta, segundo a Lei do Amor.

Dica para eleitores e candidatos:
A cada dia afrouxamos ou apertamos os laços que nos unem a todos.
Nós nos mantemos prisioneiros ou nos libertamos a cada nova escolha que fazemos.
Não se trata apenas de relações afetivas e familiares – mas, em todos os tipos de experiências: trabalho, trânsito, convivência, vizinhança – e, principalmente na arte da política.

Alerta:

Candidatos o são por que querem – a responsabilidade é muito; muito maior.

Censuramos nosso comentário final...

domingo, 4 de abril de 2010

ALERTA AOS JOVENS

Educação é a construção do indivíduo e da sociedade

Exceto em alguns rincões onde as pessoas se orgulham de atingir postos de relevância com pouco ou nenhuma instrução - o sucesso ou insucesso pessoal, ou de um povo, são conseqüências educacionais. Desse fato quase ninguém de bom senso discorda.
Até a doença, nada mais é, do que, falta de educação para a saúde...
Todo e qualquer problema humano deriva da falta de educação – claro que não deve ser confundida com simples instrução; só que, a educação para nada serve sem o treinamento - ela deve sempre ser aplicada, pois ninguém deve, inutilmente, ocupar lugar na sociedade; pois, isso é uma forma de parasitismo.
O parasitismo consiste em consumir, sem produzir. Todos consomem, todos devem produzir. Todo aquele que sabe, e é inativo, é parasita. A moderna empresa de hoje já sinaliza que: a sociedade do futuro não comporta parasitas; e quando essa filosofia chegar ao serviço público; estaremos ás portas de um mundo novo.
Não; entre candidatos a seres humanos; não há desculpas; nem direitos adquiridos de forma espúria; já que, ao longo da evolução, a natureza oferece os mesmos recursos a tudo e a todos, e dá ao homem o direito e o dever de discernir, de escolher entre estar vivo ou estar morto-vivo ou parasita, entre continuar íntegro no game da vida ou pedir para sair; para ir brincar em outro tipo de jogo...

Viver é estar em permanente treinamento:
E, treinamento bem direcionado conduz à realização.
Requisitos da realização: desejar / saber desejar / alcançar-merecer – velho adágio: querer é poder; é absolutamente inverídico – pois, não basta querer é preciso trabalhar.

Pesquisar é fundamental.

A vida também se constitui de pesquisas no laboratório cósmico.
E a auto-pesquisa é o caminho que conduz ao conhecimento de nós mesmos; das nossas possibilidades; este sim, o único caminho capaz de gerar a motivação da busca de melhor qualidade pessoal em tudo que se faz.
Esses são, em linhas gerais, os conceitos analisados durante o presente bate-papo, no qual tentamos fundir e integrar conceitos como: razões para viver, ética, evolução, trabalho, educação, treinamento, auto-realização e saúde.
Enfim, alguns dos componentes que constituem nossa vida e nossa qualidade de vida. Pois, hoje, a vida vegetativa (depender de esmolas e dos outros) não basta mais; é preciso viver com qualidade e a dignidade que todos merecemos.

A escola e a educação pararam no tempo.

“Roda moinho; roda pião”.
O mundo mudou de repente?
Muito; mas, nem tanto que não fosse possível acompanhar; se os adultos tivessem se preparado; se adequado aos novos tempos; ao invés de procurar gananciosa e sofregamente aproveitar as facilidades e os prazeres da antiga modernidade atropelando a ética e a moral instituída – sim; hoje já vivemos a pós-modernidade (começamos a recuperar a ética cósmica) – em todo planeta, as crianças estão cada vez mais diferenciadas: mais bonitas (em breves anos Gaia abrigará o DNA de seres humanóides lindíssimos); mais altos (principalmente em estatura ética e moral); mais definidos (não mais haverá os medíocres que querem viver em cima do muro); isso é fato inegável – quem estiver por aqui verá.

As crianças da atualidade estão deixando os adultos pouco competentes com os cabelos em pé; pois estão destruindo os “pilares da educação tradicional”: medo, mentira, suborno, chantagem.
Exceto os normais acelerados (seu DNA cultural os tornará cópia fiel dos adultos normais com todas as suas mazelas morais e doenças – um detalhe é que terão vida bem mais curta que seus pais conforme já avisou a OMS); boa parte das crianças da atualidade não tem tanto medo; aí reside o desconforto dos adultos normais ao perceberem que perderam o controle – eles são questionadores incansáveis – se você mentir para eles será desmascarado na hora – se usar de suborno e chantagem estará perdido; pois, eles dominam com facilidade os ardis dos adultos normais. Esse é um assunto para outros bate papos.

Hoje, me interessa a conexão com os jovens aflitos – angustiados; amedrontados com as perspectivas do futuro; quase em depressão; pânico; surto psicótico - especialmente, aqueles que, perceberam que vida e escola estão cada vez mais separadas.
Preocupo-me com as crianças que atendi no consultório e que, hoje, se angustiam ao descobrir que vão desperdiçar um terço da existência recebendo informações desatualizadas que de nada lhes servirão; pois, escola e vida estão cada vez mais distantes.

A escola de qualquer nível ou especialização, hoje, ainda não forma profissionais ligados aos problemas da vida real.

Até porque, o ensino, em boa parte, é gerenciado por empresários advindos da educação formal; pouco escrupulosos e não por indivíduos comprometidos com sua qualidade pessoal de educadores. Predomina a educação informativa, e não formativa.
Sofrem os jovens, também, por interagir com os objetivos e valores dos adultos que os cercam, especialmente, os dos familiares, que cobram deles: um correr atrás de não sei do quê; que certamente vai torná-los tão infelizes, neuróticos e tão hipócritas quanto eles. “Ser ou não ser” como eles?
Eis o sempre atual dilema de Shakespeare, que só vai ser resolvido com o “abrir das cabeças” segundo o “linguajar jovem”...
Esta fase do chamado “ensino oficial” já se esgotou; assim como a chamada ciência oficial.

Preparemo-nos para uma formidável e saudável crise.

Crise é oportunidade de crescimento para quem pensa e quer fazer uso dela; para os outros, é época de sofrer.
Está em andamento um fantástico processo de ruptura, e nenhum processo de ruptura é retornável, é uma reação em cadeia, já que sempre, mais e mais indivíduos estão rompendo com os velhos valores.
É pena que a maioria das pessoas ligadas ao sistema educacional teime em permanecer num barco que visivelmente está afundando, paralisadas e imobilizadas pelo medo, pela preguiça, e pelos interesses dos poderosos, pouco escolarizados, ainda de plantão.

Na realidade, a educação tem que ser objetiva; permanente; e prática, pois conhecimento de nada serve sem a prática, é peso morto, desperdício, inferno de consciência; ela deve sempre estar alinhada aos objetivos da evolução; pois, todos nós estamos a ela ligados no cotidiano.

A escola deixou de interagir com o jovem.

Principalmente com aquele que já busca definir seus anseios, e aspira diferenciar-se da maioria normal.
Também, e principalmente, com aquele jovem ainda desorientado que, por falta de melhores espelhos projetivos, quando cercado de adultos infantilizados, tenta se diferenciar deles a qualquer custo. Seja pela mutilação a si mesmo, espetando “badulaques” pelo corpo; pela agressão sonora e visual aos valores de seu grupo social; ou pela busca desenfreada do prazer através da relação sexual precoce e sem responsabilidade; ou ainda, através do uso do cigarro; da bebida; e da droga. Nessa condição, alguns jovens tentam revidar à falta de atenção de adultos; pois não conseguem conexão nem junto à própria família consangüínea.
Esses jovens tentam, com o seu comportamento, agredir os valores de seus pais e de mães - eles não percebem; mas assim agindo, estão oferecendo aos adultos, com a crise desencadeada por esse seu comportamento, a chance para que eles possam refazer seus destinos e alçar suas vidas a um patamar diferente de seu inexpressivo cotidiano. Embora, sem ter consciência disso, sem atinar para o fato, ele, o jovem inconformado, funciona pela sua própria ainda pouca competência, como uma ferramenta contundente e também, sem ter plena consciência do que faz; o jovem rebelde vinga-se também do cinismo social.

É preciso rebelar-se; discordar para não perder a fé no mundo; no nosso futuro e em nós mesmos.
É necessário que tenhamos um número cada vez maior de jovens rebeldes contra a hipocrisia social.
Rebeldes sim; mas com inteligência; rebeldes criativos; corajosos; conhecedores das leis naturais de evolução; progressistas; empreendedores; pois, o conformismo diminui a criatividade.
É preciso, aproveitar ao máximo a criatividade do jovem para o progresso coletivo; pois, a socialização crescente restringe a criatividade natural; atribuindo julgamentos de valor passageiros e da cultura da época; do tipo: bom ou mau; certo ou errado; próprio ou impróprio. Julgamentos impostos de fora para dentro criando limitações. Porém, os jovens devem estar atentos para uma lei natural; a das experiências acumuladas: ninguém progride sem o concurso daqueles que já progrediram. Nem todos os adultos são totalmente hipócritas, nem totalmente aproveitadores.

Hoje, ser um bom aluno na escola não é mais suficiente.

Por isso, o jovem deve despertar rapidamente, para a realidade de estar investindo em si mesmo e, deixar a antiga e ortodoxa filosofia de preocupar-se apenas em ser um bom aluno; fazer suas lições; tirar boas notas nas provas; “passar de ano”.
Quem quiser participar adequadamente desta nova fase mundial e, “entrar com o pé direito” no novo milênio em andamento; deve lembrar-se que: no sistema em que vivemos, “tempo é dinheiro” e progresso. Portanto, o momento certo de começar o futuro é agora, já, não importa em que fase da vida escolar se encontre. Há alguns anos atrás, o indivíduo poderia deixar para pensar o que gostaria de ser na vida prestes a se especializar; porém, hoje, quem não identificar cedo o que deseja ser, com certeza, não o será...

E para os jovens (em cronologia) de hoje, vale ainda, outro alerta: a maioria dos indivíduos mantidos na escola, muitas vezes, do berçário à universidade, quando graduados, tornam-se desempregados de luxo, não encontrando o que fazer no mercado de trabalho, necessitando retornar à Universidade para intermináveis reciclagens. Isso quando não aderem preguiçosamente à profissão de filhos, “dependentes” para sempre.

Defasagem entre adquirir conhecimento e a prática.

Sem dúvida, a humanidade nunca acumulou tanto conhecimento como nesta Era atual, especialmente nos últimos quarenta anos. Detemos hoje um padrão de conhecimento tecnológico nunca visto no planeta, pelo menos, até onde vão nossos registros. Mas, um importante aspecto a ser considerado, é o uso ainda inconsciente que as pessoas fazem dos produtos da tecnologia, já que ela é usada de forma irracional, mecânica, e quase troglodita. Em especial, existe um abismo, entre o uso individual da tecnologia aplicada aos objetos do cotidiano; e a aplicação do conhecimento e tecnologia para o real progresso individual e coletivo. Falta equacionar o sistema para que todos ganhem...

A globalização criou o analfabeto informatizado.

Quanto às leis naturais da evolução, a escola e a educação pararam no tempo na maioria dos países. Desse modo, nossa visão de mundo interno é muito pobre, imaturos que somos, principalmente, no campo da afetividade, das relações sociais, da religiosidade, da ética e da moral. Progredimos sim, sem dúvida; mas, estamos em defasagem quanto à polaridade intelecto-ética.
Nós nos atrasamos; estamos hoje, todos, ás voltas com uma interpretação de um mundo complicado, interligado e imprevisível; as coisas para nós, não estão funcionando bem, pois além do atraso, usamos um modelo sistemático ou assistemático, isoladamente, para orientar e limitar nossas decisões, e o que é pior: segundo conceitos pré-determinados por outros, sem contestação, sem discórdia, sem revolução íntima.
Hoje há, mundo afora, indivíduos que, digitando senhas ou apertando simples botões, são capazes de produzir destruição nunca antes vista ou imaginada.

Este é um assunto interminável; mas finalizamos com uma dica:

Não importa tanto sua escolha profissional; tanto faz que tenha optado por um curso “normal”; técnico ou tenha escolhido construir sua própria profissão através de um mix de cursos mais rápidos e, as intermináveis pós (isso é lei da vida – eterna busca do conhecimento).

Jovem, não cumpra apenas com suas obrigações.

Para ser diferente e feliz, invista sempre em fazer mais - mas, pelo outro.
No tribunal de foro íntimo tudo do bom e do melhor que fizermos por nós mesmos tem valor zero, ou seja: obrigação.
Para compensar os débitos, do mal feito ou do inadequado; com ou sem intenção; tanto faz - é preciso: angariar créditos ou fazer tudo pelos outros; mas, com inteligência.

Alerta:
A antiga relação: trabalho-capital implicava em trabalhar para.
A nova relação trabalho-capital implica em trabalhar com..

sábado, 27 de fevereiro de 2010

LIBERDADE ASSISTIDA

Escolha minha, problema meu!
Escolha sua problema seu!

Quando nos interessa, em determinados momentos, costumamos levar a responsabilidade relativa ás escolhas ao pé da letra, de forma egoísta e até simplória.

Nosso assunto de hoje, é discutir a questão do livre arbítrio, dentro do contexto da interatividade; pois gostemos; queiramos ou não; o problema de um torna-se relativamente o problema de todos; inexoravelmente.

Não há como deixar de escolher; pois a partir do instante em que passamos a pensar de forma contínua é impossível parar de pensar e escolher.
Pensamos vinte e quatro horas todos os dias; até dormindo; em conseqüência disso; as fazemos o tempo todo, mesmo durante o sono; até a atitude de não escolher é uma opção: a de não escolher. Ao nos negarmos o direito e o dever de optar; nós deixamos o caminho livre para que outros o façam por nós; e, nos entregamos passivamente ás conseqüências. Pior é quando impomos aos outros ou os deixamos sem opção, estamos assumindo compromissos penosos para o futuro; mesmo que eles nos perdoem.

Desconsiderar a lei de causa e efeito e a de retorno é um entrave cada vez mais importante á nossa evolução.
Um dos principais fatores de complicação de escolher com qualidade é a educação baseada em falatório quase sempre contraditório; e a falta de permissão para que a criança experimente os efeitos das suas escolhas; se fosse possível os adultos tentariam manipular e controlar a vida dos filhos por tempo indeterminado. Ainda bem que somos desiguais ao infinito, e algumas crianças trazem de forma inata uma forte vontade de escolher segundo seus desejos, sendo difícil manipulá-las ou controlá-las; essas são rotuladas pela família de pessoas de gênio forte ou desobedientes.
A tentativa de enquadrar as crianças em parâmetros, hábitos e paradigmas culturais de uma sociedade sem respeitar a individualidade, torna-se um agente castrador do aprendizado da arte de viver e de desenvolver aptidões.

A capacidade de escolha é relativa no tempo e no espaço.

Segundo a visão de mundo que vai do nascer ao morrer, foi convencionado que a partir de determinada idade o indivíduo pode fazer suas próprias escolhas; e a partir de outra, será responsabilizado pelas conseqüências inadequadas (leis de responsabilidade civil e criminal). Visto segundo uma ótica mais abrangente, a capacidade de optar e de responsabilizar-se independe da idade cronológica numa existência; está sim diretamente relacionada ás condições de evolução do indivíduo ao longo do tempo; isso explica o fato de que algumas crianças demonstram mais maturidade, capacidade de discernir e até sejam mais responsáveis do que os adultos que a cercam.

No presente as opções estão limitadas pelas conseqüências das escolhas efetuadas nos tempos passados.
Nossa evolução não é uniforme, em virtude disso, as opções e a liberdade de escolha num determinado espaço de tempo é desigual; analisando-se esse fato num contexto limitado, a lei de causa e efeito assume a aparência de um determinismo, sempre simploriamente confundido com sorte, azar ou destino.

Discernir é a arte de escolher com raciocínio, antevendo os possíveis efeitos das opções. Como todas as outras, essa arte apenas se desenvolve com a prática. Quem não usa o livre arbítrio de fio a pavio nunca será capaz de desenvolver a capacidade de discernir; nem irá adquirir sabedoria; mesmo saturado de conhecimento e teorias.

Quando o assunto é opção ou escolha uma questão a resolver é a liberdade ou não para executá-la inserida no livre – arbítrio.

Na condição de pais e educadores é preciso aprender a selecionar situações onde a criança possa viver de fio a pavio as conseqüências de suas escolhas – é preciso também mostrar á criança as situações onde está compartilhando com as escolhas erradas de outros – especialmente, as que se localizam na vida em família.

sábado, 30 de janeiro de 2010

QUEM COME MUITO PENSA MENOS?

Em algumas culturas, o pessoal fecha prá balanço mental após o almoço; especialmente em locais de clima caliente; este secular hábito foi gerado por simples observação: não adianta forçar a barra; pois o cérebro não funciona após o almoço; ponto final.
Aquela vontade de dormir depois das refeições acontece porque nosso organismo sofre algumas alterações depois que comemos. Uma delas é o aumento das concentrações de glicose no sangue (glicemia), que leva a uma menor atividade de alerta. Temos um local no sistema nervoso central responsável pela vontade de comer. E essa região fica localizada próxima ao centro que controla o estado de alerta. Assim, depois de consumir alimentos, o aumento da glicemia estimula o sono. Também podemos sentir sono depois de comer muito. Isso porque a informação de saciedade que é levada ao cérebro nos faz perder o estado de alerta. Um terceiro motivo é que o organismo passa por ritmos biológicos que variam durante o dia. No meio do dia (ou hora do almoço) temos um declínio desses ritmos. A dica para não ter tanta vontade de dormir é diminuir o consumo de alimentos que promovam elevada concentração de glicose no sangue e dar preferência a alimentos de baixo índice glicêmico; manter a atividade física; como uma caminhada após o almoço; pode ajudar a encurtar o processo de sonolência.

Na vida contemporânea; o estilo de vida criou o TOC alimentar; daí tem gente que come o dia inteiro – alguns se ajeitam mascando chicletes; menos mal.
O rendimento intelectual de algumas pessoas é reduzido pela falta de disciplina nos horários da alimentação; pois na digestão o afluxo de sangue é maior ao aparelho digestivo, e alguns gulosos, ansiosos ou indisciplinados que comem o dia inteiro reduzem a capacidade produtiva.

Dica: não procure ajuda de pessoas cujo raciocínio precisa estar á altura do seu problema enquanto elas estão digerindo; o biótipo pode dar algumas dicas; se estiverem apenas mascando: tudo bem; o estrago pode ser menor.
Nesta vida cada vez mais cheia de detalhes; esse pode parecer besteira; mas; não é!
Observemos nossa própria sonolência após a refeição; a capacidade de concentração e o raciocínio ficam diminuídos.

Claro que muito se pode explorar desse assunto...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ASSALTADO DE NOVO? - O QUE FIZ PARA MERECER? – O QUE DEIXEI DE FAZER?

POR QUE MEUS DEUS?

Quando assediados por um principiante em surrupiar os bens alheios é preciso calma e cuidado; pois ele está com mais medo do que nós – se já tivermos alguma prática em sermos roubados é claro que fica mais fácil tranqüilizar o ladrão; para que um simples assalto não se transforme em latrocínio em que a vítima, seremos nós mesmos – breve na mídia teremos anúncios de programas de vida defensiva - algo parecido com direção defensiva no trânsito – A arte de ser roubado com segurança e até com bom humor pode substituir os perigosos golpes de defesa pessoal – tal e qual nós fazemos com a sucessão de impostos e taxas que não pedimos; apenas pagamos para não levar um tiro: processo penal para sustentar o sistema e a burocracia.
Pode parecer piada; mas ás vezes é preciso tranqüilizar o ladrão; e a explicação é simples; um dos componentes da agressividade e da intolerância é o medo. Se observarmos pessoas com tendências agressivas descobrirmos que muitas vezes elas atacam para impedir que outros se aproximem e conheçam-lhes a realidade íntima, na qual predomina o medo de sentir-se menos, possuir menos, inferior ou ridicularizado. A agressividade também funciona como um mecanismo de defesa doentio dos fracos de caráter – coisas corriqueiras como o explorado pelas taxas e impostos dos urubus chefe da classe burocrática, pela chefia, pelos juros extorsivos do sistema bancário - e que paga tudo sem reclamar - mas depois desconta toda a sua revolta contra a própria mediocridade nos subordinados, na mulher nos filhos, na empregada, no trânsito, nos pedestres, nos idosos, nos animais.
Somente os realmente fortes são mansos e pacíficos.

Um aviso importante, nós somos meio que masoquistas e alguns até obedecem a um conselho de uma autoridade em estupros políticos: “relaxa e goza” – mas, com essa atitude perdemos toda nossa razão e somos humilhados pelo estupro consentido dia após dia, ano após ano, eleição após eleição. Esse mote que alguns dizem que é vero; confesso que não vi nem ouvi e desacredito; prefiro que fique registrado como anedotário ou deturpação da mídia – Mas, essa situação me faz lembra outra: - a mocinha chegou á casa excitada, muito excitada, quase histérica e apavorada – Mãe! Mãe! - Um tarado me pegou! – Nossa, minha filha; quando? – Antes de ontem; ontem e hoje...
Mas, minha filha – você continuou votando nele?

Na verdade; o fato é que nós dormimos com o inimigo: nós mesmos – Daí, os pouco dotados de discernimento desconhecem sua força bruta. Atrasaram-se lá muito atrás. Reagem sem medir conseqüências, pois ainda são incapazes de fazê-lo. Normalmente apenas o fazem com violência quando perturbados ou ameaçados em seus interesses biológicos ou financeiros de sobreviver.
Agredimos até a nós mesmos com doenças degenerativas, câncer e até suicídio rápido e rasteiro: enfarte, AVC. Quando muito covardes: piramos, abandonamos o barco com depressão, pânico, surto psicótico, esquizofrenia, etc. Claro que vamos fazer pior com os outros.

A prática da violência de qualquer tipo origina-se também da pouca maturidade psicológica.
O desenvolvimento psicológico não se faz de forma uniforme nem integrada, o que gera conflitos íntimos e interativos. Na maioria de nós, a idade cronológica não corresponde á psicológica nos seus vários aspectos: Mental. Afetiva. Emocional. Social. Moral. Religiosa. Em algum momento anterior aconteceu uma falha. Houve um bloqueio gerado por uma determinada situação que criou uma fixação ou conflito não solucionado. Nesse caso, dois são os caminhos para a solução: a situação se resolve através da educação íntima – ou - ocorre a repressão seguida ou não de conflito, capaz de gerar doença mental/emocional ou física ou pancadaria – salve-se quem puder.
Além dessa desarmonia psicológica; o sistema educativo voltado apenas para a socialização superficial e a competição profissional, também contribuem para que os conflitos acentuem-se; tanto na relação do indivíduo com ele mesmo quanto nas relações interpessoais.

Se observarmos as relações entre as pessoas que vivem na pobreza material vemos que também; salvo algumas exceções, são muito pobres em afetividade, deixando de lado o instinto materno.
Outro fator que deve ser levado em consideração é pobreza afetiva; embora seja mais comum nos miseráveis com carência dos mínimos itens para uma vida digna – a incidência também é alta entre os remediados e até os abastados.
Desde a concepção a criança se relaciona com o mundo através do pólo afetivo. Ela precisa sentir-se protegida, amada e segura. Quando o ambiente é desfavorável pode sentir-se abandonada ou rejeitada e passar a reagir de forma agressiva e até violenta, dependendo da tendência, já que as reações individuais a uma mesma situação são sempre diferenciadas.
Filhos não desejados, rejeitados e abandonados; seja por orgulho e egoísmo ou por total incapacidade humana; tendem a manifestar agressividade com mais intensidade em virtude da influência do meio em que foram criados e educados.
Mesmo entre os remediados e os abastados, é comum a criança órfã de pais vivos. Num mundo de consumo e competição elas são “abandonadas” num berçário desde tenra idade aos cuidados de profissionais; nem sempre qualificados e sem obrigação de trocas afetivas. A compensação é feita da pior forma possível; os pais em conflito tentam comprar afeto com bugigangas da moda ou objetos de consumo ditadas na TV por pessoas sem responsabilidade e sem preparo para atuar como educadores de massa.
Esses seres intermediários, para compensar a pouca presença física tentam desforrar á noite; quando chegam em casa e, acabam detonando com o sono da criança ao deixá-la superexcitada. Despreparados e pouco capazes, imaginam que há um botão de liga e desliga regulado pela conveniência e pela rotina: “é hora de dormir, é hora de nanar”. Impedido pela criança no seu desejo, o adulto tem ímpetos de “socá-la” ou vai atrás de um remédio mágico para que tenha um impossível sono tranqüilo. Nessas condições, cria-se um clima energético reconhecido pelo subconsciente da criança como sinal de perigo, numa sucessão de crises que acabam em consultórios, numa busca de compra e venda de soluções. Os filhos órfãos de pais vivos remediados e obesos de conta bancária são capazes de representar mais perigo para si e para a sociedade do que os “pobres coitados”; pois, achando-se protegidos pelo dinheiro ou pelos postos de mando atravessam dezenas de anos causando violência subliminar; ao sentirem-se imunes e impunes; frente á aplicação da justiça.

A falta de diálogo na vida social e na família é outro ponto crítico; pois arte de ouvir é pouco cultivada. Com o egocentrismo em alta, o diálogo é cada vez mais pobre e interesseiro. Quando se conversa em família é para cobrar, pedir, exigir ou recriminar. Raros se dão ao trabalho de ouvir sem interromper. Todos querem fazer valer seus pontos de vista e interesses ou “direitos”; ignorando o que seja discussão ou diálogo inteligente, civilizado, construtivo. “Depois da novela a gente conversa”! “Deixa acabar o jogo que eu te explico”! “O filme está quase no fim”!
O aparelho de TV não é a causa; apenas um dos modernos inimigos de peso na falta de estruturação da família – Mesmo antes do advento da mídia de ação rápida; o que mais adorávamos era falar abobrinhas e mal dos outros, de preferência dos ausentes; pois assuntos sérios trazem conflitos de consciência que obrigam a reformas, mudanças na forma de pensar, sentir e agir – e isso, violenta nossa preguiça e nossa paz.
A falta de diálogo sobre coisas sérias e importantes na arte de viver no lar; faz com a relação entre pais e filhos; precise da ajuda de tradutores ou intermediários: médicos, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras, drogas, chás, etc. Isso se constitui num importante fator de incremento (incremento ou excremento? – essa nova ortografia deixa-nos aflitos) – ficamos com excremento da violência subliminar – Será?

Em todo planeta as relações familiares inadequadas predominam – Porque tanta violência? – Simples: as famílias constituídas sem planejamento não condizem com a época em que vivemos: na era dos detalhes que fazem toda a diferença. Antes, em especial nos países pobres em todos os sentidos, gerar dez filhos e conseguir o feito de que cinco tenham sobrevivido, e desses, dois ou três se “formaram” era uma vitória, hoje não mais – O pior, a catástrofe que essas medíocres criaturas (claro que para os dias atuais; para a vida contemporânea) não sabiam é que esses que se “formaram” poderão servir de empecilho para a continuidade da vida de milhares de outros...
Quanto á qualidade, esperava-se algo diferente nas relações, porém ela continua ao “Deus dará”, com os defeitos de uns burilando os dos outros. Justificamo-nos com a falta de tempo tanto para influências positivas como atenção, cuidados, carinho físico, quanto para nos desculparmos pela ausência. A desculpa mais comum é o correr atrás não se sabe do que, como o motivo que nos impede de dispensar tempo e atenção para suprir as necessidades infantis.

Alerta – Serviço de utilidade publica:

Para muitos da turma dos remediados e dos abastados, boas dicas num futuro bem próximo: Escondam talões de cheques. Mudem com regularidade as senhas bancárias e outras. Façam seguro dos carros. Tranquem as portas dos quartos. Durmam de capacete. Fiquem atentos para odores e gostos estranhos...

Entre nós é alta a incidência de mães que são obrigadas a fazer o papel de pais e mães em todos os sentidos – pois, é absurda a quantidade de viúvas de maridos ou companheiros vivos: bêbados, vagabundos sem perspectiva de vida – claro que a qualidade humana desses machos deixa a desejar e com certeza são mais agressivos e violentos do que a média – até matam sob encomenda e por prazer.
Nem sempre é por que escolheram essa forma de “lampionar” na vida – pois, a falta de demonstrações de afeto ou é fruto da falta de amor ou da erotização dos atos de corporeidade, que ao se unir aos preconceitos e desvios de conduta, faz com que pais e filhos não se beijem nem se abracem em público para não serem vistos como homossexuais. Demonstrar afeto é preciso; pois crianças educadas num ambiente em que pais e mães não se acariciem em publico sem erotização, tornam-se adultos complicados e que usam seus parceiros para se masturbar no esconderijo da alcova, simplesmente.
O afeto, não abre mão do toque físico. A falta de uso do corpo nas relações afetivas influencia a vida futura da criança. As relações estão cada vez mais distantes e frias sem o uso do corpo, o mais importante artefato de progresso da alma nesta dimensão. O toque, o beijo, o abraço é fundamental.
Sem o uso dos sentidos nossas relações empobrecem e liberam cada vez mais agressividade na proteção ao ego. Além disso, como já foi dito a erotização das relações humanas está comprometendo cada dia mais a busca da paz. Tocar, sentir, acariciar nada tem a ver, apenas, com sexo, orgasmo, prazer sexual; que uma incrível multidão não sabe separa da dor, da agressão.
Mesmo os que se dizem e se acham espiritualizados fazem questão de esquecer que estamos em 3D e que a evolução da alma não é possível apenas viajando na maionese da mente e das emoções, dos mantras e da meditação – Ore, medite, cante, resmungue, mantrize, conecte-se ao seu eu superior – mas, acima de tudo aja; atue, faça acontecer – caso contrário será mais um egoísta a serviço de si mesmo.

A carência de bons educadores é um de nossos grandes problemas pessoais e coletivos. Quando eles surgem; nós costumamos queimá-los, agredi-los, ou os ignoramos; é claro que na atualidade isso se dá em sentido figurado: são caluniados, gozados, escarnecidos, mal pagos, colocados em listas de SPC.
À medida que a maturidade avança e a capacidade de raciocinar se desenvolve a criança (em qualquer fase da idade cronológica dos oito aos oitenta) pode contatar de forma mais direta suas tendências e predisposições; caso seja alertada e orientada para isso, capacita-se a elaborar as experiências anteriores mal resolvidas. Mas, são necessários bons guias na arte de se humanizar, pois ela depende tanto física quanto moralmente do adulto para se posicionar frente aos desafios da vida.
Mas, que são e onde se encontram os mestres?
Somos nós mesmos o tempo todo – educadores e educandos – lição e aprendizado tudo ao mesmo tempo – compartilhado.

Mais um problema sério.
Negação das emoções:
Assim que a capacidade mental aumenta, a criança (de qualquer idade) adquire mais consciência das emoções e sentimentos, o que pode abrandar ou reforçar as tendências e os impulsos inadequados.
O pico máximo dessa descoberta é na adolescência (mas, quantas pessoas adolescem na faixa dos 30 em diante; será uma meno ou andropausa retrógrada?).
Esse é um dos fatos que explicam a razão de nos espantarmos com o desconhecido que substituiu nosso filho/criança. Ou com aquela mãezinha querida que vira uma megera controladora; ou aquele paizão que larga tudo para voltar a ser o garanhão da hora; imaginando que está exercendo o direito de ser feliz.
Assunto interessante para a mulherada: tome muito; mas tome muito cuidado mesmo com mães, esposas, sogras...; que não vivem o drama dos fogachos – ou são criaturas muito evoluídas ou são seres draconianos – a história de vida dá o diagnóstico.
Tanto num extremo quanto noutro; para as almas que não amadureceram; essa fase natural é excelente para monitorarmos as tendências e os impulsos, pois existe perda dos freios sociais; caso seja desperdiçada, restam as crises de amadurecimento, processo de auto/descobrimento planejado ou a psicanálise.
A natureza dá mais uma chance na velhice quando o idoso volta a ser criança, e ficam cada vez mais em evidência as tendências e os impulsos inadequados que ainda não foram reformados durante a existência.

Boa parte do que somos perante a vida depene da forma como fomos educados para a convivência: Socialização.
Ao ser inserida na sociedade a criança dependendo do conjunto de suas tendências e da qualidade da educação que recebeu, pode adaptar-se facilmente ao ambiente ou exteriorizar impulsos de animosidade que, a posteriori podem ser resolvidos ou reprimidos.
Até o senso moral tem componentes inatos e adquiridos pela influência do meio. Seu conteúdo é uma das mais importantes ferramentas para que os impulsos e tendências agressivas sejam, um dia, transmutadas em mansuetude e pacifismo durante o processo de socialização.

O papel da religiosidade é fundamental na postura mais ou menos agressiva das pessoas; a alguns descuidados na arte de viver; pode parecer estranho o conceito de maturidade religiosa – claro que para quem a imagina como questão de crer ou não, em determinado conjunto de dogmas e de verdades ditadas por alguém – Mas religiosidade é impulso natural latente e inconsciente que, necessita de maturidade mental, afetiva, emocional e social, para que não se expresse em violência.
Exatamente por necessitar de um razoável desenvolvimento das outras partes; apenas na atualidade estamos em condições de entender seu verdadeiro sentido que se traduz num tipo de ecumenismo, que será uma ferramenta útil para ajudar na diminuição da violência e da agressividade latente. É necessário que a criança seja estimulada a desenvolver sua religiosidade de forma inteligente e consciente: ecumênica.

Não há tempo a perder – O planeta está ficando de cabeça prá baixo pela aceleração das experiências - É inegável, pisaram forte no acelerador do mundo. Vivemos uma espécie de aceleração dos acontecimentos, e, a isso, veio somar-se a incrível velocidade com que os fatos são noticiados. É “normal” que eles sejam de baixa qualidade, pois espelham o coletivo. Como não poderia deixar de acontecer, a impressão que se tem, é que, a vida está cada vez mais agressiva e violenta; um engano, a turbulência causada pela situação retirou-nos a capacidade de conter, esconder e reprimir tendências e impulsos; é como se de repente, tudo que estivesse oculto viesse à tona. Uma centrífuga foi ligada: os violentos e agressivos com cara e jeito de pacíficos serão burilados por outros ainda mais violentos e agressivos; não é o fim do mundo, a transparência pode ser conseguida por vontade própria, ou seremos despidos dos adornos das falsas qualidades. É o fim do carnaval (se eu fosse você não iria assistir neste ano).

Claro que tudo que acontece na alma; se reflete no físico: Intolerância a produtos físicos: lactose, alimentos, medicamentos sempre tem sua matriz nos moldes da personalidade.
Somos um mix de tendências inscritas no DNA mais a atuação da influência cultural da família e do meio ambiente em que somos criados. De certa forma a intolerância também é aprendida ou reforçada pela educação.
A rigidez de caráter ou intransigência misturada com intolerância normalmente; conduz a distúrbios articulares: artrite; artrose; tendinite.

Resumindo; feito papagaio que ninguém leva a sério:

A solução urgente para o planeta é a educação – mas, para educar é preciso conhecer as necessidades do educando – e - que o educador se capacite.
Um educador de primeira qualidade; não necessariamente de primeiro mundo; deveria ter a autoridade moral suficiente para afirmar aos seus educando:
Se, queres paz e felicidade:
Aprende desde hoje a exercitar a tolerância e o entendimento, pois:
Virtudes são conquistas; não dádivas.
Distribui paciência e bondade a todos que te cercam.
Auxilia enquanto podes.
Ampara quanto seja possível.
Alivia quanto sejas capaz.
Procura fazer o bem sem olhar a quem, quanto gostarias que te fosse feito. Enquanto podes...
Desculpa sempre, porque ninguém fugirá á lei de retorno.
Procura sempre a boa parte que há em cada um de nós, pois a apreciação unilateral é sempre um desastre. Busquemos sempre o melhor lado das coisas, das situações, das pessoas.
Para que façam o mesmo conosco.

Besteira!
Seu filho está em surto psicótico?
Foi traído?
O banco te executou?
Quantos remédios você toma hoje? – Cada um deles representa uma de suas falhas de caráter e da covardia de não tomá-los.

Assaltado de novo?
Vai se benzer! – Quer o endereço de um centro da hora?
O telefone de um pastor? – Mas, em off: quanto ganhas?

Não adianta negociar com Deus – a salvação é a educação...